Vítimas de deslizamento em Ilha Grande ainda não tem previsão de alta

O casal Cláudia Repetto e Marcelo Repetto ainda não tem previsão de alta, informou nesta quarta-feira a assessoria dos hospitais onde eles estão internados. Os pacientes foram atingidos pelo deslizamento de terra que destruiu sete casas e uma pousada na madrugada da última sexta-feira (1º) na Praia do Bananal, em Ilha Grande, no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. As filhas do casal ¿ Gabriela, 9 anos, e Geovana, 12 ¿ não resistiram aos ferimentos e morreram na tragédia.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

De acordo com o Hospital Copa D´Or, Cláudia recupera-se em um quarto da cirurgia de fixação da coluna e possui curativos nas pernas. Ainda segundo a unidade, a paciente conversa e alimenta-se sem dificuldades. Ela irá realizar nesta quarta-feira alguns exames para avaliar a evolução do esmagamento.

Marcelo segue internado no Centro de Terapia Intensiva da Clínica São Vicente. Seu quadro é considerado grave, mas estável. Ele está lúcido e conversa sem dificuldades. A unidade informou que o paciente passa por um tratamento específico devido a algumas complicações renais.

Os corpos das filhas do casal continuam no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. Eles só devem ser sepultados após a alta hospitalar dos pais.

Demolições

Cerca de três mil imóveis podem ser demolidos em Angra dos Reis por se localizarem em áreas de risco. A estimativa foi feita pela secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, que sobrevoou nesta quarta-feira as encostas do município, inclusive as situadas em Ilha Grande.

Segundo ela, o número exato de casas que serão demolidas será determinado por um mapeamento detalhado, que será feito em parceria com universidades fluminenses. O levantamento complementará o trabalho que técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vêm fazendo no município.

De acordo com a secretária, o estudo permitirá o planejamento de ações de curto, médio e longo prazos para evitar novas tragédias no município. Como ações de curto prazo, a prefeitura de Angra dos Reis já iniciou demolições de casas em áreas de risco em morros da cidade.

A partir desse mapeamento, poderemos determinar mais demolições, reflorestamento, drenagem, obras de contenção e um foco muito forte no reassentamento, disse Marilene Ramos.

AE
Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca, no centro de Angra dos Reis, na terça-feira

Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca, em Angra dos Reis

Sirenes

A prefeitura de Angra dos Reis vai instalar sirenes no alto dos morros da cidade para informar a população sobre o nível elevado de chuvas. Segundo o prefeito Tuca Jordão, serão colocados na parte superior das encostas pluviômetros eletrônicos (aparelhos que medem a quantidade de chuva) que estarão ligados a sirenes, para alertar a população quando o nível de chuvas atingir um ponto crítico.

A um determinado nível pluviométrico, aciona-se a sirene, não para causar pânico, mas para as pessoas saberem: 'é um alerta, temos que sair da nossa residência', explicou.

Tragédia

A tragédia em Angra dos Reis ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º), quando parte da Pousada Sankay e sete casas vizinhas, na Praia do Bananal, em Ilha Grande foram soterradas por um barranco.

Já no Morro da Carioca, em Angra dos Reis, pelo menos 20 casas foram atingidas por um deslizamento de terra. Segundo o Corpo de Bombeiros, dez pessoas foram socorridas com vida. Os feridos foram levados para o pronto-socorro da cidade.

Nesta quarta-feira, bombeiros continuam as buscas por dois desaparecidos. Uma pessoa está sendo procurada na Praia do Bananal; e outra, no Morro da Carioca. Duas retroescavadeiras auxiliam o trabalho de resgate no local. Até o momento, 52 pessoas morreram na tragédia, sendo 31 corpos encontrados na Praia do Bananal e 21 no Morro da Carioca.

*com informações das agências Brasil e Estado

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