O DJ Roberto Alves Dias, de 35 anos, conhece os dois lados da moeda: já bateu carros que tinham e que não tinham sistema de air bag. Em 2003, voltava de uma pizzaria na Avenida Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, quando um carro atravessou no sinal vermelho e ele não conseguiu desviar.

Estima que estivesse a cerca de 70 km/h. Mesmo com cinto de segurança, rachou - literalmente - o para-brisa com a cabeça. "O cinto não segurou e ainda machucou meu corpo, foi bastante incômodo."
Em 1º de janeiro deste ano, a caminho de São Paulo pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), novo acidente, nova batida frontal, novamente a uma velocidade de cerca de 70 km/h. Desta vez, o para-brisa e o capô de seu Peugeot 307 ficaram completamente destruídos, o carro teve perda total, mas Dias só teve luxação no dedinho do pé direito.

"Aquaplanei na pista e bati de frente no guardrail de concreto. Quando perdi o controle, fiquei só esperando o impacto", afirma o DJ. "Mas o que veio foi aquele estouro do air bag na minha frente, amorteceu tudo. Imagine você segurando o volante com força, esperando o pior e, de repente, algo macio entra no meio. Salva mesmo", descreve. "Se não fosse o air bag, pelo menos alguma sequela eu carregaria."
O empresário Agnelo de Barros Neto é outro defensor do sistema. Ele sofreu um acidente há um ano - seu Vectra capotou várias vezes em uma rodovia vicinal na região de Campinas, no interior paulista - e diz que só está vivo porque os air bags de seu carro abriram. Seu carro atual também tem o equipamento. "É a diferença entre a vida e a morte."

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