Vítima de trote em Leme-SP aponta 2 veteranos à polícia

O estudante Bruno César Ferreira, vítima de trote violento feito na segunda-feira pelos veteranos do curso de medicina veterinária da Anhanguera Educacional, em Leme, município a 189 quilômetros de São Paulo, identificou hoje dois suspeitos de participação nas agressões. Ele chegou a ser levado à Santa Casa em coma alcoólico e com ferimentos por todo o corpo.

Agência Estado |

Ferreira também passou hoje por exame de corpo de delito na cidade de Araras. O resultado apontou lesões corporais de natureza leve.

O delegado titular do 1º Distrito Policial de Leme, Fernando Teixeira Bravo, disse que os dois veteranos identificados, cujos nomes não foram divulgados, confirmaram ter assistido parte do trote, mas negaram estar junto do grupo que amarrou Ferreira a um poste e o acertou com pontapés no abdome. "Vamos instaurar inquérito para apurar o caso. A vítima deu os apelidos desses dois alunos, nós os identificamos e eles foram reconhecidos pelo estudante agredido. Como os suspeitos disseram que no momento em que a vítima foi amarrada eles estavam dentro de um bar e indicaram testemunhas de que eles não são responsáveis pelas agressões, vamos ouvir outras pessoas e continuar as investigações", disse.

Ferreira contou que foi ferido com um chicote, recebeu chutes no abdome e na cabeça, teve camiseta, boné e documentos tirados dele pelos veteranos, foi obrigado a beber pinga e a entrar em uma lona na qual havia excremento de animais e aves em decomposição. Ontem, Ferreira disse que a única certeza que tem em relação ao seu futuro, como estudante, é de que não volta para a Anhanguera Educacional. "Para lá eu não volto. Eles estão educando vândalos, não futuros profissionais", afirmou. "Tenho medo de ser reprimido."

Por meio de nota oficial, a Anhanguera Educacional informou que é totalmente contra o trote violento e que desenvolve campanhas de trote solidário. A instituição reforçou que o incidente de segunda-feira ocorreu fora de suas instalações, colocou um médico à disposição do aluno agredido e abriu uma sindicância para apurar responsabilidades. A Polícia Civil vai ouvir ao menos cinco testemunhas até o fim da semana.

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