Vitiligo atinge 1% da população, diz dermatologista

Já ouviu falar em vitiligo? São aquelas manchas esbranquiçadas, que podem aparecer no couro cabeludo, nos pelos e também na pele, provocadas por uma desordem nos produtores de melanina, os melanócitos. Trata-se de uma doença que atinge 1% da população.

Agência Estado |

O vitiligo provoca lesões anacrônicas (sem pigmentação) porque os melanócitos são destruídos", explica Solange Dal Poggetto, dermatologista do Hospital São Camilo Santana, na capital paulista.

Esse mal, segundo Rosanna Nocito, dermatologista das unidades Itaim e Morumbi do Hospital São Luiz, em São Paulo, geralmente atinge pessoas emocionalmente mais frágeis. "Existe um fator psicológico muito importante", avisa.

"A causa ainda não está esclarecida", complementa Solange. "Mas existe um componente genético, porque observamos ocorrência familiar em mais ou menos 30% dos casos". De acordo com a especialista, existem quatro teorias para o vitiligo: imunológica, citotóxica, neural e multifatorial.

"O vitiligo é auto-imune, devido à formação de anticorpos antimelanócitos. Contra ele próprio existem anticorpos que vão destruí-lo. Isso acontece nos casos de tireoidite de Hashimoto, diabetes, anemia perniciosa, lúpus heritematoso, sistêmico, esclerose sistêmica, alopecia areata, Síndrome de Down, insuficiência idiopática das adrenais e miastenia grave", alerta Solange sobre a teoria imunológica.

Segundo a dermatologista, na teoria citotóxica produtos clareadores da pele como a hidroquinona e derivados costumam ser tóxicos in vitro para melanócitos. "Eles podem destruir as células de melanócito", explica. Já no caso da teoria neural, Solange diz que ela se baseia na localização unilateral ou segmentar. "Pode surgir apenas de um lado ou de outro", afirma.

O caso multifatorial pode, de acordo com a médica, resultar de uma série de fatores. "Costumam surgir manchas claras que depois perdem a cor. Elas têm um limite nítido, geralmente têm bordas hiperpigmentadas, além de formas e extensões variáveis. São densimétricas e surgem em áreas como os pés, punhos, pernas, dorso das mãos, dedos, axilas, pescoço, genitália e até no couro cabeludo. É raro elas surgirem nas palmas das mãos e dos pés. São mais freqüentes na região dos olhos, da boca. Às vezes, ao atingir os olhos, faz com que as células pigmentadas dessa área acabem adquirindo uma doença chamada ulveíte".

O tratamento para vitiligo é, segundo Rosanna, feito com medicamentos tanto por via oral como de uso tópico, como pomadas e cremes, assim como também por fototerapia prescrita exclusivamente pelo médico dermatologista.

AE

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