Vírus recua mas Brasil ainda lidera em mortes por H1N1 no mundo

SÃO PAULO (Reuters) - Alvo de medidas que limitaram aglomerações, adiaram aulas e afastaram do trabalho pacientes de risco, a gripe H1N1 continua sua curva descendente no país, informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira. Em cinco semanas, o número de notificações de casos graves caiu 65 vezes.

Reuters |

Com 899 óbitos confirmados até 12 de setembro, o Brasil segue sendo o país com maior número de mortes pela doença no mundo, segundo nota do órgão. Das vítimas, 91 eram gestantes.

Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a gripe H1N1 será uma das questões de saúde pública que o país terá que "dar conta" em 2010. Segundo ele, a demanda de pacientes com a doença caiu "drasticamente" no Brasil.

"A expectativa é de que a segunda onda da doença venha no período mais frio. Estamos trabalhando com todos os cenários e vamos nos preparar para dar conta disso tudo", afirmou o ministro durante seminário em Brasília, de acordo com a Agência Brasil.

São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul foram os Estados que tiveram os maiores registros de mortes.

Apesar do maior número absoluto de óbitos, a taxa de mortalidade brasileira --0,46 para cada 100 mil habitantes-- é a quinta entre os 15 países com maior quantidade de vítimas.

O ministério anunciou que devido à queda na circulação do novo vírus no país, os boletins passarão a ser divulgados mensalmente.

(Por Hugo Bachega)

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