Virgínia Rosa canta sambas de Monsueto em São Paulo

SÃO PAULO ¿ Após homenagear Cartola, Carmem Miranda, Clara Nunes e Chico Buarque, Virgínia Rosa pede passagem para tocar outro nome emblemático do samba popular. Quando lançou o CD Baita Negão, no final do ano passado, a cantora paulistana ascendeu o nome do sambista carioca Monsueto (1924 -1973). As 11 canções do álbum serão a base para os dois shows que Virgínia apresentará hoje e amanhã no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Agência Estado |

Quero mostrar também um lado carnavalesco do Monsueto e vou cantar Bola Branca. Ele era um compositor muito versátil dentro da seara do samba, fala Virgínia, pelo telefone. No palco, a cantora com mais de 20 anos de carreira será acompanhada da Banda Mantiqueira. Mesmo falando de samba, estando em um período em que os tambores batem mais alto, ela se ressente de não ter nenhum convite para a ocasião. Até agora não pintou nada para o carnaval. Normalmente é o que acontece nesse período.

No disco anterior, "Samba a Dois" ¿ música de Marcelo Camelo ¿, Virgínia já explicitava o samba com influências da vanguarda paulistana, de pop, de rock. Com a homenagem de agora, quer amealhar um público que já escutou por aí as músicas do compositor nascido no morro do Pinto. Mora na Filosofia e Me Deixa em Paz (regravada pela Orquestra Imperial) são canções conhecidas. Espero que reverbere entre um público novo, diz.

Além da estética musical inovadora, Virgínia chama a atenção para as gírias que o cantor inventou: Morô?, levanta a poeira, vou botar pra jambrar e ziriguidum estão entre elas.

Virgínia Rosa . Show "Baita Negão." No Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, em São Paulo. Tel (011) 3871-7700. Hoje e amanhã, às 21h. Ingressos: de R$ 4 a R$ 16. www.sescsp.org.br

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