BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), declarou nesta sexta-feira que a matéria da Folha de S.Paulo que supostamente http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/04/sinopse_de_imprensa__arquivo_detalha_dossie_da_casa_civil_contra_fhc_1257824.htmlcomprova a montagem de dossiê contra o PSDB na Casa Civil confirma a culpa da ministra-chefe do órgão, Dilma Rousseff. Segundo o líder, os novos fatos reforçam a criação da CPI só do Senado sobre cartões e a nova representação contra a ministra que os tucanos pretendem protocolar na Procuradoria-Geral da República (PGR).

"A torcida do Flamengo e do Corinthians sabem que ela [Dilma Rousseff] montou o dossiê para se preparar para o momento de intimidar a oposição. Ela pensou que podia se livrar disso [dos gastos supostamente comprometedores da Presidência da República com cartões corporativos] na base da esperteza", afirmou Arthur Virgílio.

Na opinião do líder, a matéria da "Folha" ajuda a sepultar a tese dos governistas de que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) estaria envolvido na montagem e vazamento seletivo de dados contra tucanos, com objetivo de incriminar a cúpula do governo. 

Ninguém no Planalto jamais suspeitou do senador Álvaro Dias, eles fingiram que suspeitaram para proteger a Dilma e desviar o foco, que é em que o presidente Lula gastou aquela dinheirama com cartões corporativos, criticou. 

Investigação

Em termos práticos, o PSDB pretende utilizar mais esse argumento para embasar a nova representação à PGR contra Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade pelo fato de a ministra possuir dados sobre gastos dos cartões do governo FHC e, após requisição das informações pelo líder há mais de dois anos, nunca ter repassado.

Uma outra representação já tinha sido protocolada na PGR pela oposição no início desta semana, contra Dilma e sua secretária-executiva, Erenice Guerra ¿ apontada pela oposição como executora do dossiê a mando da ministra. No texto, ambas são acusadas de crime de responsabilidade por ameaça e violação de sigilo dos dados (pelo vazamento do suposto dossiê).

A representação poderá resultar, caso o órgão aceite a denúncia dos tucanos, na investigação do suposto dossiê pelo Ministério Público e eventual proposta de ação judicial ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Nova CPI

O líder do PSDB no Senado ressaltou que uma CPI dos cartões corporativos somente do Senado reflete a crença da oposição na culpa da ministra, e a necessidade de forçar mais e melhores explicações do Palácio do Planalto. Os líderes oposicionistas pediram nesta quinta ao presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que oficializasse imediatamente a nova comissão, mas Garibaldi prometeu o ato oficial para terça-feira, com objetivo de acalmar os ânimos.

Arthur Virgílio disse que na CPI só do Senado (onde a oposição tem muito mais força do que na Câmara) terá mais condições de investigar e constranger o governo. Ele reclamou do bloqueio às apurações feito pelos integrantes governistas da CPI mista (que agrega deputados federais e senadores) dos cartões ¿ nesta quinta, a base aliada na comissão conseguiu rejeitar todos os requerimentos de convocação para depoimentos da ministra, de Erenice Guerra e servidores que efetuaram gastos com cartões da Presidência. 

Na CPI do Senado vamos poder recorrer ao Plenário do Senado. A barra vai ser bem mais pesada do que está sendo na CPI mista, avisou Arthur Virgílio.

Por nota, o líder dos DEM no Senado, senador José Agripino, apoiou a instalação da CPI do Cartões só no Senado e lembrou que o presidente da Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), se comprometeu a ler o requerimento que permite a abertura da nova comissão, na terça-feira.

A nota do DEM: Com a recusa de todos os requerimentos apresentados ficou claro que a base do governo não quer investigar nada na CPI mista dos Cartões Corporativos (...) Para isso impõem-se a instalação da CPI só no Senado. E, continua: A leitura do requerimento não pode passar da terça-feira: compromisso público do presidente dos Democratas e do PSDB, conclui.

Leia também:

Leia mais sobre: dossiê

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.