Virgílio diz que comissão de sindicância favoreceu Agaciel

BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse nesta segunda-feira que o ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, foi favorecido e protegido pela comissão de sindicância que investigou os atos secretos. Apesar do colegiado ter recomendando a abertura de processo administrativo visando a demissão do servidor, o tucano alegou que a inexistência de uma ata referente ao depoimento de Maia representa uma fraude no processo.

Severino Motta, repórter em Brasília |


Agência Senado
Senador Arthur Virgílio durante sessão plenária.
Senador Arthur Virgílio durante sessão
plenária no Senado.
A taquigrafia da Casa não participou da oitiva do Sr. Agaciel Maia, no dia 29 de junho nesta Casa, o que significa uma fraude, o que significa uma empulhação, o que significa uma proteção, um favoritismo, o que significa uma indignidade com a qual não vou compactuar, disse.

De acordo com ele, a falta de registro oficial de todo o depoimento teria permitido que os responsáveis pela sindicância juntassem ao processo somente aquilo que queriam. A taquigrafia não foi chamada e o Sr. Agaciel disse e registraram o que queriam que ele registrasse porque não houve ata, bradou.

CPI da Petrobras

O vice-líder do PSDB no Senado Álvaro Dias (PR) apresentará nesta terça-feira, à Mesa Diretora, requerimento para que o presidente José Sarney (PMDB-AP) substitua os senadores que não tenham comparecido às reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. A estratégia foi adotada pelo PMDB e PT o que, na prática, tem adiado a instalação dos trabalhos de investigação.

A primeira reunião da CPI pretende eleger o presidente que conduzirá as atividades, a quem compete indicar o nome do senador que vai relatar a CPI. Em sua página pessoal na internet, Álvaro Dias afirma que é prerrogativa do presidente Sarney substituir parlamentares que, eventualmente, impeçam o funcionamento de uma CPI

Se o presidente do Senado não acolher nosso requerimento, impetraremos mandado de segurança no STF [Supremo Tribunal Federal], para garantir o direito da minoria, ressaltou o senador tucano.

O PMDB e o PT, no entanto, condicionam a instalação dos trabalhos ao retorno do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) à relatoria da CPI, que investiga supostos repasses irregulares de recursos a organizações não governamentais. O presidente da CPI, Heráclito Fortes (DEM-PI), substituiu Arruda pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), numa manobra política.

Já no plenário, três medidas provisórias aguardam votação, duas delas de abertura de crédito extraordinário ao orçamento da União. Também estão na pauta indicações para os conselhos nacionais do Ministério Público e de Justiça.

Leia também:


Leia mais sobre José Sarney

    Leia tudo sobre: agaciel maiaato secretosarneysenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG