Virgílio deve perder relatoria da CPI das ONGs; oposição queria investigar Petrobras na comissão

BRASÍLIA - A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta quarta-feira que caberá à CPI das ONGs decidir se a relatoria da comissão deverá ser devolvida ao governo ou não. Na semana passada, após o então relator Inácio Arruda (PCdoB-CE) renunciar à função, o presidente do colegiado, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), para a vaga. Das 11 cadeiras do colegiado, apenas 4 são do DEM e do PSDB e o restante da base aliada ao governo - logo, a maioria dos senadores deve votar pela devolução do cargo para um governista.

Carol Pires, repórter em Brasília |

A oposição planejava levar para a CPI das ONGs as investigações sobre contratos da Petrobras com organizações não-governamentais. A manobra foi uma retaliação ao governo, que não aceitou negociar um dos cargos-chave da CPI da Petrobras com o DEM e o PSDB.

Nesta terça-feira, porém, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou uma questão de ordem à Mesa Diretora questionando a indicação de Arthur Virgílio para a relatoria da CPI das ONGs, pois, quando a comissão foi criada, o acordo entre governo e oposição era de que o primeiro ficaria com a relatoria e o outro com a presidência.

Jucá alega que o acordo continuou sendo respeitado pelo governo mesmo quando Raimundo Colombo (DEM-SC), ex-presidente da CPI, pediu licença do Senado, e o DEM indicou Heráclito Fortes (PI) para o seu lugar. Meu argumento é político e ético. Acordo feito tem que ser cumprido, argumentou Romero Jucá.

A próxima reunião da CPI das ONGs está marcada para a próxima terça-feira. No dia seguinte, os senadores tentarão pela segunda vez instalar a CPI da Petrobras. A primeira tentativa foi nesta terça-feira, mas precisou ser adiada por falta de consenso dentro da base aliada acerca dos senadores que ocuparão os cargos estratégicos da investigação.

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