Em nota divulgada hoje, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), chama de escapismo a decisão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de limitar a um pedido de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) a iniciativa de apurar a denúncia sobre o patrimônio do diretor-geral, Agaciel Maia. No dia da eleição para a presidência do Senado, Virgílio disse que não se podia falar de renovação na Casa, mantendo Agaciel no cargo de diretor.

"O primeiro gesto da nova direção do Senado deveria ter sido o de promover profunda renovação no quadro vigente e nos costumes administrativos da Casa". Segundo o senador, a posição do PSDB é a de pedir imediatamente o afastamento do acusado. "De nada vale um Senado moribundo, até porque Congresso desmoralizado não casa com democracia duradoura. Esta pressupõe parlamento forte e respeitado", diz o líder.

Agaciel teria registrado em nome de seu irmão, o deputado João Maia (PR-RN), uma casa de 960 metros quadrados, onde mora, avaliada em R$ 5 milhões, segundo reportagem da "Folha de S. Paulo". O deputado não declarou o imóvel nem à Receita Federal nem à Justiça Eleitoral.

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