Após estupros em festa, Justiça veta uso de máscara em carnaval da Paraíba

Dez homens com capuzes foram presos por envolvimento no estupro de cinco mulheres e na morte de duas na cidade de Queimadas

AE |

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A Justiça da Paraíba proibiu nesta terça-feira (14) o uso de máscaras durante o período de carnaval no município de Queimadas. Quem descumprir e medida pode ser detido por desobediência. A determinação já está em vigor e vale até o fim do carnaval.

A proibição foi requerida pelo Ministério Público por causa de um estupro coletivo na cidade no domingo (12). Os agressores usaram capuzes para não serem identificados pelas vítimas. Dez homens, incluindo três adolescentes, foram presos por envolvimento no estupro das cinco mulheres. Duas delas morreram .

Os crimes chocaram os cerca de 40 mil habitantes de Queimadas. A primeira versão dava conta de que cinco homens encapuzados teriam invadido a casa, amarrado e trancado todos os homens em um quarto e estuprado todas as mulheres.

No início das investigações, a Polícia desconfiou da participação dos donos da casa nos crimes, os irmãos Eduardo e Luciano dos Santos Pereira, que foram presos no velório das duas mulheres estupradas e mortas. A Polícia descobriu que os crimes teriam sido premeditados e que os estupros teriam sido 'um presente' de Eduardo para Luciano, o irmão aniversariante.

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Segundo o superintendente da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Campina Grande, André Rabello, o crime teria sido planejado pelos irmãos na manhã do último sábado. Luciano pediu ao irmão que atraísse as mulheres para a festa.

De acordo com a delegada Cassandra Duarte, as duas mulheres mortas - a recepcionista Michele Domingos da Silva, 26 anos, e a professora Isabela Pajussara Frazão Monteiro, 28 anos - eram amigas dos irmãos que organizaram a festa. Michele foi assassinada na lateral da igreja matriz de Queimadas, no Centro da cidade.

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Ela foi morta a tiros após se jogar de uma caminhonete em movimento. Michele foi socorrida ainda com vida, mas morreu a caminho de um hospital de Campina Grande. Isabela foi encontrada morta, nua, numa comunidade rural a dois quilômetros da cidade. Ela estava com os pés e mãos amarrados, olhos vendados e a boca amordaçada com uma meia. O corpo estava na carroceria da caminhonete.

Isabela e Michele, segundo a Polícia, foram assassinadas porque identificaram os estupradores. Outras mulheres - ao todos eram sete - foram preservadas por serem esposas dos dois irmãos acusados.

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