Violência amplia risco cardíaco, dizem médicos

O aumento da violência pode resultar em um impacto direto na saúde cardíaca da população. Médicos de todo País, a partir de hoje, estão reunidos para discutir as sequelas no coração provocadas por situações como sequestros, estupros e roubos, crimes em ascensão no Estado.

Agência Estado |

As evidências internacionais mostram que, após situações estressantes, os índices de enfarte e morte súbita são ampliados em até três vezes.

A relação íntima entre violência e pane cardíaca, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Antônio Carlos Chagas, foi comprovada com um “triste exemplo” anteontem. A referência é ao advogado Ademar Boaventura Michels, que morreu aos 60 anos de enfarte, na noite de terça-feira, logo após ser libertado de um cativeiro. Morador de Diadema, na Grande São Paulo, ele ficou em cativeiro durante 15 dias.

Na avaliação dos especialistas, assim como no caso de Michels, o estresse funciona como ativador de uma “bomba” no organismo, que acelera os batimentos cardíacos, altera a pressão e resulta em pane do principal órgão do corpo humano. O resultado da violência no coração nem sempre é imediato e pode aparecer só anos após um grande trauma. Durante o Congresso de Cardiologia, em Blumenau (SC), o médico do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) Sérgio Timerman apresenta hoje ensaios científicos feitos no exterior que dão base à ligação entre estresse pós-traumático e problemas cardiovasculares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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