Após maior motim da história do Estado, Governo promete construção de novas unidades carcerárias

Vinte presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, foram transferidos para cinco penitenciárias federais, entre elas uma no Mato Grosso do Sul, na terça-feira, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP).

Dos detentos transferidos, estão Marinaldo Assunção Roxo, conhecido como Cerequinha; Rone Lopes da Silva, o Rone Boy; e Nilson da Silva Sousa, apelidado como Diferente. Os três lideraram o maior motim já realizado no Estado , que terminou com um balanço de 18 mortos - sendo três deles degolados- e durou mais de 28 horas no Anexo III do Complexo.

De acordo com a SSP, a ação faz parte de um convênio feito entre a Secretaria e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), no qual foram liberadas 50 vagas em penitenciárias federais, para receberem presos do Complexo São Luís. Ainda segundo a SSP, durante esta semana serão transferidos ao menos outros 15 detentos.

A medida visa diminuir a superlotação no Complexo, que é a principal penitenciária do Estado, abrigando 4 mil presos, quando ali deveriam estar apenas 2 mil. A Secretaria informou que ainda existem quatro projetos em vias de aprovação no Depen, para as cidades de Balsas, Bacabal, Santa Inês e Caxias, cada um para 210 vagas. Todos devem ser iniciados no começo do ano que vem.

A pasta também afirmou que recursos da ordem de R$ 22 milhões, vindos do Depen, já estão aprovados para a construção de três cadeias públicas no estado, cada uma para 396 presos. Números que irão se somar aos novos presídios de Pinheiro e Imperatriz, previsto para ter 420; das 3 cadeias públicas (1.188 vagas cada), e das 4 penitenciárias de Balsas, Bacabal, Santa Inês e Caxias (880).

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