Vilas olímpicas receberão desabrigados no Rio

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira, o prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) afirmou que, em razão da situação de emergência provocada pelas chuvas, vilas olímpicas e as escolas da rede municipal de ensino serão abertas para receber pessoas desabrigadas ou que vivem em locais com risco de deslizamentos.

iG São Paulo |


Em nota divulgada pouco antes, a Prefeitura do Rio informou que as chuvas que causaram calamidade em toda a capital e em diversos locais no interior diminuíram. Ainda assim, o prefeito reforçou o pedido, após reunião entre autoridades e o governador Sergio Cabral (PMDB), para que as pessoas evitem sair de casa. Fez um apelo também para os moradores de áreas de encosta, para que deixem esses locais e evitem novas tragédias.

AE
Bueiro jorra água na Alameda São Boaventura em Niterói, no Grande Rio

Outra orientação da prefeitura é para que a população evite grandes deslocamentos pela cidade, sobretudo em direção ao centro. A previsão é que o município tenha chuvas moderadas ao longo do dia.

Trabalhos

A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) do Rio informou que socorreu durante o dia 87 veículos enguiçados abandonados pelos motoristas nas ruas da cidade devido à chuva. Os veículos foram deslocados do meio da rua para lugares mais altos, como calçadas e postos de gasolina das imediações.

Os reboques da Coordenadoria de Fiscalização de Estacionamento e Reboques (CFER), que estão nas ruas desde as primeiras horas da manhã, também retiraram veículos inundados ou com problemas mecânicos na Praça da Bandeira, em ruas da Tijuca, do Humaitá, de pistas na Lagoa, Jardim Botânico e no entorno da Central do Brasil, para que desobstruir as vias públicas e dar início aos trabalhos de limpeza e manutenção.

Em um dos lagos da na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, guardas municipais encontraram à tarde o corpo de um homem de aparentes 30 anos. Os guardas, que atuam no Grupamento de Cães de Guarda (GCG), realizavam operação de emergência no trânsito no entorno da rotatória da Avenida Pedro II quando foram informados sobre a presença de um corpo no lago lateral do parque.

Os agentes foram ao local, onde amarraram o corpo para que não fosse levado pela correnteza para o canal onde escoa o lago. Até o momento, a prefeitura confirmou a morte de mais de 80 pessoas em decorrência das tempestades.

Desde dezembro de 2009, esta é a terceira vez que o Rio entra em estado de alerta. Nas últimas 24 horas, a média de chuvas na cidade bateu recorde: foram 288 mm, acima das grandes enchentes de 1966 (245 milímetros), quando morreram mais de 140 pessoas, 1996 (201 milímetros) e 1988 (230 milímetros).

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