O ar não será o único a ser monitorado durante as blitze antifumo em bares e restaurantes de São Paulo. Os fiscais da Vigilância Sanitária também irão monitorar a saúde dos garçons.

Durante um ano, eles serão avaliados para atestar o quanto a restrição ao fumo melhorou a saúde desses profissionais. “É um trabalho para avaliar o resultado da restrição”, afirmou a diretora do Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CVS), Maria Cristina Megide. Até agosto, os 500 fiscais da lei antifumo vão realizar apenas blitze educativas para orientar a população.

A proposta de mensurar a saúde dos garçons é embasada em pesquisas internacionais, uma delas publicada no Journal of Occupational an Enviroment Medicine , que já alertaram para a maior incidência de doenças cardíacas e cerebrais em trabalhadores que tendem a ser fumantes passivos. No caso dos garçons, uma das conclusões é que eles chegam a ter 30% mais de doenças coronarianas do que a média geral.

Os profissionais paulistas serão monitorados por uma espécie de “bafômetro do cigarro”. “É o monoxímetro”, explica Megide. “O garçom sopra o aparelho e lá é medido a quantidade de monóxido de carbono. Sabemos que eles apresentam índices parecidos com o de fumantes, ainda que não fumem um cigarro.” A proteção da saúde de quem não fuma é a principal justificativa das entidades de saúde que apoiam a lei. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que todos os dias sete fumantes passivos que morrem no País por aspirar a fumaça alheia.

AE

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