Vigias acusados de matar jovem são condenados no Paraná

Estudante teria sido mortos por seguranças de uma empresa após pichar o muro de uma clínica

AE |

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O Tribunal do Júri de Curitiba condenou o vigilante Marlon Balen Janke, de 33 anos, a 23 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do estudante Bruno Strobel Coelho, em outubro de 2007. Janke também responde judicialmente por tortura mediante sequestro, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. 

O outro réu e também vigilante, Douglas Rodrigo Sampaio Rodrigues, de 29 anos, cumprirá 13 anos de reclusão por homicídio e ocultação de cadáver. O julgamento, que começou na manhã da última sexta-feira, 27, terminou somente na noite deste sábado. Os advogados de defesa de ambos devem recorrer. 

Janke confessou a morte ao depor, alegando que se tratou de um tiro acidental, e pediu desculpas à família de Bruno, filho de um dos principais jornalistas esportivos do Paraná, Vinícius Coelho. A tentativa da defesa foi a de descaracterizar que tivesse havido tortura e formação de quadrilha. 

O defensor de Rodrigues, que teria se juntado a Janke a caminho de Almirante Tamandaré, tentou mostrar que Bruno já chegou morto à cidade da região metropolitana de Curitiba, o que o incriminaria apenas pela ocultação de cadáver. 

As investigações apontaram que Bruno estava pichando o muro de uma clínica no Bairro Alto da Glória, em Curitiba, na madrugada de 3 de outubro de 2007, quando foi flagrado por Janke, que prestava serviços para a empresa de vigilância Centronic. 

Ele teria levado o rapaz até a empresa, onde foi espancado. Depois foi colocado no porta-malas de um carro e levado para Almirante Tamandaré. O corpo da vítima, com dois tiros na cabeça, foi encontrado uma semana depois.

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