Vídeo de suposta propina de Arruda desencadeou operação da PF

O vídeo do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, recebendo dinheiro do recém-demitido secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, desencadeou a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O vídeo, exibido em primeira mão pelo iG e que não está datado, mostra, de acordo com o inquérito, um esquema de corrupção teria começado nas eleições de 2006 e que continuou até os dias atuais.

Erika Klingl e Matheus Leitão, iG Brasília |

Assista ao vídeo obtido pelo iG:

O vídeo denuncia, segundo as investigações, um esquema de pagamento de propina a integrantes do governo e da Câmara Legislativa. Ainda segundo a PF, houve um segundo momento, mais recente, do governador recebendo dinheiro de Durval. O encontro teria ocorrido em 21 de outubro deste ano. No entanto, o equipamento da PF não funcionou. Mas, de acordo com o inquérito, há áudios da conversa.

A principal estratégia de defesa do governador José Roberto Arruda é tentar desqualificar o Durval, delator de toda a operação e também o vídeo. O réu virou maestro da ação, diz o corregedor do governo, Roberto Giffone, um dos responsáveis por redigir a defesa de Arruda. De acordo com ele, o fato de Durval estar respondendo a 32 processos não pode ser ignorado. Além disso, Giffone afirma que o delator pode ter influenciado o desenrolar da conversa para deixá-la mais prejudicial a Arruda.

No entanto, em conversa com o iG , em nenhum momento Giffone negou as denúncias. Não podemos fazer juízo de valor para nenhum lado sem conhecer todo o inquérito. Nem para o nosso, afirmou. Nem na hora de comentar a denúncia de um suposto mensalinho pago à base aliada do governo, o corregedor foi contundente: não haveria necessidade disso porque os projetos encaminhado para a Câmara eram todos do interesse de Brasília.

Segundo ele, existem notas e um livro que mostra a compra de panetones para Arruda distribuir à população no Natal de 2006, quando ainda era deputado. Mas, na hora de comentar as outras gravações existentes no inquérito, mais recentes e sem relação com a época natalina, o corregedor avisa que é mais seguro esperar que a defesa conheça o inquérito. Vamos estabelecer o contraditório ponto a ponto. Só aí o governador vai falar, completa.

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