Viana cobra responsabilidade do PMDB para harmonia no Congresso

O candidato petista à presidência do Senado, Tião Viana (AC), disse nesta quarta-feira que o PMDB, maior bancada da Casa, tem responsabilidade no equilíbrio das forças no Congresso Nacional. De acordo com ele, as eleições da Câmara e do Senado devem funcionar a partir de compensações e não seria justo que um só partido comandasse as duas Casas.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"O PMDB tem a responsabilidade com o equilíbrio das forças. A eleição deve funcionar como uma Câmara de compensações. Estamos construindo um ambiente de união, inclusive com a oposição", disse.

A briga pela presidência do Senado está acirrada devido à movimentação de bastidores no PMDB. Muitos senadores pensam em lançar uma candidatura própria. O problema é que o PT, ao apoiar o nome de Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara, esperava ter o senado como moeda de troca.

No inicio de 2007, à época da eleição da Câmara, o PMDB, partido que detém a maior bancada nas duas Casas do Congresso, tinha direito à indicação do presidente. O partido abriu mão de sua prerrogativa e cedeu a cadeira para o petista Arlindo Chinaglia (SP). Um acordo foi firmado e inclusive assinado pelos dois partidos, garantindo que no próximo biênio (2009-2010), a presidência da Câmara ficaria com o PMDB.

O PT crê que nesse acordo, apesar do Senado não estar citado nominalmente, ficou implícito que o poder da Casa sairia das mãos do PMDB, que teve Renan Calheiros (AL) e atualmente Garibaldi Alves (RN), para as mãos do PT.

Nesta semana, ao perceber as movimentações do PMDB, petistas como a líder no Senado, Ideli Salvatti (SC), e o líder na Câmara, Maurício Rands (PE), disseram que, se a candidatura peemedebista for lançada, o PT pode deixar de lado o apoio a Temer na Câmara.

Em meio ao imbróglio, Viana, que desde ontem faz campanha oficial pela presidência do Senado, se antecipou a dizer que o consenso está sendo construído, e que de lá "não sairá qualquer tentativa de desestabilizar o processo na Câmara".

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