A Pesquisa Origem e Destino (Pesquisa O/D) revelou que o total de viagens de bicicleta na Região Metropolitana de São Paulo praticamente dobrou nos últimos dez anos. De 1997 até 2007 os percursos com esse meio de transporte passou de cerca de 160 mil para aproximadamente 300 mil.

Em relação aos outros meios de transporte, as viagens de bicicleta representaram 0,78% do total no ano passado, ante 0,52% dez anos atrás. O levantamento, que é realizado a cada dez anos pelo Metrô e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi divulgado hoje.

De acordo com o estudo, 71% das locomoções com bicicleta nos dias úteis se deram por causa de trabalho, 12% em razão de compromissos com educação e 4% com atividades de lazer. O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, atribuiu às pequenas distâncias entre as residências e os destinos dos ciclistas, bem como a economia com gastos em transporte que os ciclistas têm, como motivos para o crescimento de viagens desse meio. "O principal motivo é que são viagens curtas. Na periferia, porque é mais barato e o cidadão acaba não pagando uma passagem."

Ainda segundo a pesquisa, um terço das famílias da Região Metropolitana de São Paulo possuem bicicleta: 24% possui apenas uma, enquanto 9% tem mais de uma bicicleta em casa. Porém, a principal preocupação dos ciclistas não é a falta de ciclovias disponíveis na cidade mas sim a falta de locais para estacionar as bicicletas. "Houve uma época que achávamos que deveriam ser feitas ciclovias. Depois, que deveriam ser feitas cicloredes (uma combinação de ciclovias interligadas e estacionamentos). Mas a Pesquisa Origem e Destino mostra que o maior problema é onde guardar as bicicletas", afirmou o diretor de planejamento da CPTM, Alberto Epifani.

Parcerias

Os dados irão balizar os investimentos do governo estadual para o setor. Portella disse que os planos são construir ciclovias ao longo das linhas de metrô e de trem, em parceria com a Prefeitura. Segundo Portella, estão em estudo parcerias com a Prefeitura para a construção de ciclovias ao longo das estações do metrô e da CPTM, além da construção de locais para estacionar as bicicletas. "Da parte do governo do Estado, (serão feitos) bicicletários. Locais com estacionamento para os ciclistas. O sujeito então vai poder parar e ter bicicletas disponíveis para ele utilizar", afirmou.

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