Via Campesina desbloqueia ferrovia em Minas

Os manifestantes da Via Campesina e da Assembléia Popular desbloquearam a linha férrea da mineradora Vale do Rio Doce, na altura do bairro São Geraldo, em Belo Horizonte (MG). De acordo com os organizadores, cerca de 500 pessoas permaneceram em pé nos trilhos de 7 horas às 12 horas.

Agência Estado |

Os manifestantes exigiram a transposição imediata da linha e a indenização das famílias das pessoas que morreram na ferrovia. De acordo com a Via Campesina, os bairros São Geraldo, Caetano Furkim, Boa Vista, Casa Branca e Vila Mariana de Abreu pedem a transposição da linha há 25 anos. Segundo eles, o trem fecha a passagem de veículos por duas horas, prejudicando o transporte de doentes, e também danifica a estrutura das casas e da escola da região.

A Polícia Militar acompanhou as negociações entre a empresa e os manifestantes, que se retiraram pacificamente depois de uma reunião com representantes da Vale. Cristiano Silva, membro da Assembléia Popular em Minas, esteve no encontro e informou que a Vale se comprometeu a apresentar uma data para a transposição da ferrovia dentro de 30 dias. Silva afirmou que o projeto de transposição da ferrovia está pronto há três anos, mas ainda depende da autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Segundo ele, o atraso se deve a um impasse sobre quem vai custear esta mudança, se a Vale ou o poder público.

Além disso, a empresa se comprometeu a fazer novas reuniões com a comunidade e aceitou não entrar com uma ação contra os manifestantes junto à Polícia Militar. A empresa vai se manifestar por meio de nota ainda hoje.

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