Vereadores de São Paulo têm gastos ocultos de R$ 3,2 milhões

A Câmara Municipal de São Paulo disponibiliza aos 55 vereadores um canal de TV que custa R$ 1 milhão por mês, mais internet, procuradoria jurídica e 19 funcionários por gabinete.

Agência Estado |

Dentro da estrutura de R$ 310,3 milhões anuais, existe ainda uma verba de gabinete que chega a R$ 14,8 mil mensais e é concedida a cada parlamentar desde agosto de 2007 - apenas R$ 200 inferior a dos deputados federais, que deveriam usar essa verba para manter bases estaduais.

Nos dois casos, porém, parte dos gastos parlamentares é oculta: em São Paulo, R$ 3,2 milhões foram pagos a fornecedores não declarados.

Em 17 meses, os 39 vereadores paulistanos reeleitos gastaram R$ 5.852.129,14 em verbas de gabinete. Desse montante, R$ 3.719.237,47 foram apresentados em itens definidos como Consultoria/Divulgação. Outros R$ 945.458,95 foram aplicados em gastos Diversos e mais R$ 1.187.432,71 na rubrica Transportes/Estadias.

O eleitor, porém, não consegue saber quais empresas receberam os pagamentos de cinco dos sete itens usados para discriminar a verba indenizatória. Na terça-feira, um colégio de líderes do Legislativo vai decidir se haverá paridade com o Congresso, que decidiu tornar públicos, em abril, os fornecedores dos gabinetes.

Só no ano passado, foram R$ 2,8 milhões em despesas com material impresso, contratação de pessoa jurídica, material de escritório, gráfica e combustível.

Os parlamentares paulistanos também gastaram com editoração e manutenção de site, mas os fornecedores nesses casos também são desconhecidos. Mas, do total de mais de R$ 5,8 milhões em verbas de gabinete, só nos casos dos gastos com os Correios, o maior de todos (R$ 1,77 milhão), e com a locação de veículos oficiais (R$ 873,8 mil), os prestadores são conhecidos.

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