Vereadora de SP é acusada de reter salário de servidores

A Promotoria de Cidadania do Ministério Público (MP) investiga denúncia de cobrança de “pedágio” de funcionários do gabinete da vereadora paulistana Noemi Nonato (PSB). Embora o inquérito sobre o caso esteja sob sigilo, ao menos um ex-servidor de Noemi teria confirmado a devolução de parte dos salários à parlamentar - e também a obrigação de contrair empréstimos para contribuir com a campanha à reeleição dela, que está no segundo mandato.

Agência Estado |

Noemi negou acusações via assessoria. A cantora gospel se elegeu pela primeira vez em 2004, com 29.029 votos. No ano passado, teve 30.734.

O promotor Roberto Antônio Costa, que apura o caso, já solicitou à Câmara de São Paulo planilhas com os salários dos servidores do gabinete de Noemi. Mas ele alegou sigilo para não dar informações sobre o procedimento. Informações obtidas pela reportagem mostram que um funcionário que recebia R$ 2,2 mil passou a ganhar R$ 10,9 mil no início deste ano - houve aumento da gratificação paga pelo gabinete, de R$ 1,1 mil para R$ 9,7 mil.

Na questão dos empréstimos, um ex-servidor denunciou ao MP que ao menos quatro pessoas que trabalharam no gabinete teriam buscado crédito para Noemi. Num dos casos, a soma teria sido de R$ 40 mil. Em outro, R$ 30 mil. As pessoas que deixaram o gabinete estariam cobrando a vereadora para quitar empréstimos.

A reportagem tentou entrar em contato com Noemi nos dois celulares dela ontem, sem sucesso. Procurada, sua assessoria informou na terça-feira que ela ainda não foi notificada sobre a investigação do MP, mas nega que a parlamentar tenha retido parte dos salários. Ainda de acordo com a assessoria, as denúncias ao MP teriam sido feitas pelo ex-chefe de gabinete da vereadora, Eraldo Caetano, exonerado há um mês por “suspeita de irregularidades”. O gabinete de Noemi informou que ele terá de provar o que disse.

Caetano negou ter feito a denúncia. “A vereadora sabe que a acusação partiu de deputado estadual e é investigada pela promotoria desde 2008, quando eu ainda estava no gabinete”. Ele disse que se defenderá “oportunamente, no MP”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG