Vereador é preso acusado de manter servidora fantasma

O vereador de Londrina, no norte do Paraná, Rodrigo Gouvêa (PRP), foi preso nesta tarde acusado de peculato e constrangimento ilegal. A denúncia apresentada pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Londrina, em conjunto com o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), aponta que o vereador mantinha uma funcionária fantasma no gabinete e estaria atrapalhando a investigação.

Agência Estado |

A prisão preventiva foi decretada pela juíza da 4ª Vara Criminal, Carla Pedalino, em pedido feito sexta-feira pelo Ministério Público. Segundo o MP, os vereadores de Londrina têm o direito de nomear até cinco pessoas para cargos no gabinete. Em abril, o vereador teria proposto a Maria Aparecida Vieira a nomeação para um cargo, "sem a obrigação de comparecer à Câmara Municipal e de trabalhar efetivamente, com o fim de permitir a subtração de quantias mensais de dinheiro público destinado ao pagamento de funcionários da Câmara".

De acordo com o Ministério Público, o objetivo do vereador era "remunerar o seu apoio pretérito e futuro em pleitos eleitorais, isto é, satisfazer um interesse exclusivamente pessoal".

Maria tinha direito a receber remuneração mensal de cerca de R$ 2 mil, que lhe foram pagos por três meses. Em julho, ela foi exonerada após a divulgação da denúncia. A Câmara instaurou um processo de cassação de mandato. Segundo o MP, Gouvêa teve um encontro com uma das testemunhas e a ameaçou, o que levou ao pedido de prisão preventiva.

O vereador não se pronunciou, mas ele já havia negado anteriormente as acusações sobre a funcionária fantasma.

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