Venezuela: opositores e chavistas marcham divididos no dia do jornalista

Duas passeatas, uma de chavistas que pediam o fim do terrorismo na mídia e outra de opositores que exigiam respeito à liberdade de expressão e ao canal de televisão privado Globovisión percorreram as ruas de Caracas neste sábado, como parte das comemorações do dia do jornalista na Venezuela.

AFP |

Milhares de pessoas caminharam ao lado de um grupo de repórteres que, em comunicado lido no final da mobilização, pediu a "defesa do acesso à informação" e denunciou "a perseguição à Globovisión" por parte do governo.

"Todos os dias os profissionais de imprensa sofrem a censura direta ou indireta", disse à AFP, Róger Santodomingo, dirigente sindical.

Os participantes, que vestiam em maioria camisetas alusivas a Globovisión, o canal 24 horas de informação mais crítico ao governo, pediam autógrafos aos repórteres da rede de notícias, aos quais beijavam e abraçavam como se fossem estrelas do cinema.

Paralelamente, outras milhares de pessoas acompanharam outro grupo de jornalistas "socialistas" até a Assembleia Nacional (Parlamento) venezuelana, onde entregaram um documento que exige o "fim do terrorismo na mídia".

"Esta pátria socialista quer comunicadores sociais, de meios alternativos e homens e mulheres com valores e ética socialista", disse Cilia Flores, presidente do Parlamento, ao receber o informe.

Nesta passeata, as pessoas vestiam camisetas impressas com o rosto do presidente Hugo Chávez e levavam cartazas nos quais podia-se ler "Globoterror", exigindo, além disso, o fim da concessão ao canal Globovisión.

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