Venda de CD e DVD de música caiu 31,2% em 2007

O ano passado foi difícil para a indústria da música. A queda no faturamento se aprofundou. As receitas com vendas de CDs e DVDs de música no Brasil caíram 31,2% em 2007, chegando a R$ 312,5 milhões.

Agência Estado |

O resultado, quando comparado com o pico de vendas de 2000, é ainda pior. Naquele ano, a indústria brasileira do disco havia vendido R$ 891 milhões, quase três vezes o faturamento do ano passado. 2006 e 2007 foram muito ruins, reconheceu Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). Mas esperamos que este ano os formatos físicos reajam. Ele não arrisca, no entanto, apostar num crescimento. Seria leviano fazer uma previsão, mas a expectativa é que o mercado físico reaja.

A boa notícia do ano passado ficou por conta do crescimento das vendas de música digital, pela internet e pelo celular. A venda de música digital aumentou 185%, chegando a R$ 24,3 milhões, o que representa 8% do mercado total. O celular responde por 76% do total, mas o avanço mais surpreendente foi o da comercialização de música pela internet, que passou de R$ 334 mil em 2006 para R$ 5,7 milhões. Este ano, a ABPD divulgou pela primeira vez os números oficiais de música digital no País.

As receitas da música digital ainda não são suficientes para compensar a queda das vendas físicas, disse Rosa. Acho que poderá compensar no próximo ano ou no outro. A migração é lenta. Em todo o mundo, somente 15% das receitas da indústria vêm da música digital. Ele contou que uma consultoria havia previsto, em 2000, que em 2005 já não haveria discos físicos. Mas, naquele ano, as vendas digitais foram somente 8% da indústria.

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