Vencedores do Nobel estudam vacina para controle do vírus da aids

O Prêmio Nobel de Medicina concedido ontem aos dois pesquisadores franceses pelo Instituto Karolinska, de Estocolmo, na Suécia, não é a coroação de estudiosos em fim de carreira. Pelo contrário.

Agência Estado |

Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi estavam, respectivamente, na África e na Ásia, discutindo e disseminando informações sobre a aids e o vírus que descobriram, o HIV. Os cientistas buscam agora uma vacina contra o vírus causador da aids.

Ao longo do dia, jornalistas de todo o mundo tentaram contatá-los, em vão. Françoise, pesquisadora do Instituto Pasteur, o mais importante da França, só foi localizada no Camboja por uma agência de notícias e falou breves instantes. Montagnier foi localizado à noite em Abdjan, na Costa do Marfim, pela TV pública France 2.

Montagnier afirmou que espera que o Nobel de Medicina sirva como estímulo para a pesquisa científica em seu país, e disse não concordar que a premiação seja uma distinção ao ápice de sua carreira, nos anos 80. Não diria que é a consagração de uma carreira. É uma etapa. Ainda há tempo de buscar novas descobertas.

Sua equipe trabalha hoje no desenvolvimento de uma vacina que permita o controle do vírus. A técnica, porém, foge às mais usadas no meio científico. Em vez de usar uma proteína situada na superfície de um vírus intacto, Montagnier tenta modificar a genética da proteína de forma a expor a estrutura do vírus ao sistema imunológico.

Harald zur Hausen, de 72 anos, do Centro para Pesquisa do Câncer de Heidelberg, Alemanha, reagiu com modéstia: Não estou preparado para isso, disse. Estamos bebendo uma pequena taça de borbulhante. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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