Políticos, personalidades, artistas e admiradores compareceram ao velório de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, o Arthur de Távola, que morreu ontem, em sua casa, de insuficiência cardíaca, aos 72 anos. O corpo do ex-senador, jornalista e escritor está sendo velado na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

O enterro será hoje, às 16hs, no Cemitério São João Batista. Cerca de 80 pessoas foram ao velório.

Muita emocionada, a viúva, Miriam Ripper, disse que Távola "era uma pessoa muito carinhosa". "O que ele passava para as pessoas que o conheciam era o mesmo que ele passava para a gente", contou. Caçula dos três filhos de Távola, o ator André Barros, de 42 anos, falou que o pai "estava bem, estava se recuperando", fazendo uma referência aos dois enfartes sofridos nos últimos anos.

André considerou que sua imagem vai ficar sempre marcada pela "ética, dignidade, honestidade e sensibilidade". Ele estava indo almoçar com o pai quando recebeu a notícia de sua morte.

O ator Marcos Palmeira, filho do cineasta Zelito Viana, amigo próximo de Távola, compareceu ao velório. "Ele era parte da minha família. Eu cresci com ele e com os filhos dele. Éramos vizinhos de porta em Copacabana". Palmeira comentou que o vira pela última vez há dois meses, quando foi visitá-lo no hospital. Abalado, o ator Milton Gonçalves lamentou a morte do amigo. "Eu digo e repito: vão-se as pessoas boas e ficam as pragas: os ladrões da pátria, os corruptos".

Políticos também foram ao velório. Amigo de Távola, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, fez um histórico de toda a trajetória política do ex-senador. Lembrou que ele conseguia reunir "uma sensibilidade cultural" na área da política.

"Eu o convidei para ser presidente da rádio Roquette Pinto. Era uma rádio destruída, com uma programação musical de quinta categoria. Ele revitalizou a rádio... Eu vou parar por aqui porque estou muito emocionado", disse, chorando em seguida. O ex-governador Marcelo Alencar também foi ao velório, de cadeira de rotas.

O pai do governador, o jornalista Sérgio Cabral, esteve na Alerj, assim como a deputada Solange Amaral. O ministro do Trabalho, Carlos Luppi, disse que lembrará sempre da amizade que os unia. "Foi um amigo de muitos anos. Era um homem muito inteligente e tinha uma paixão forte pelo Fluminense", contou, com um sorriso.

Pelo menos dez coroas de flores chegaram à Alerj, enviadas, dentre outros, pelo presidente Luiz Inácio lula da Silva, a Conspiração Filmes, a Universidade Estácio de Sá, da qual Távola era chanceler, e o Fluminense Football Club. O corpo foi velado com uma bandeira do time com uma tarja preta.

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