fez um pronunciamento na tarde desta terça-feira, no qual respondeu a críticas sobre a administração da Casa e sobre as decisões não publicadas, os atos secretos, que permitiram que parentes seus fossem contratados." / fez um pronunciamento na tarde desta terça-feira, no qual respondeu a críticas sobre a administração da Casa e sobre as decisões não publicadas, os atos secretos, que permitiram que parentes seus fossem contratados." /

Veja os principais pontos do discurso de José Sarney

O presidente do Senado, José Sarney, http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/06/16/sarney+faz+pronunciamento+no+senado+assista+6756964.html target=_topfez um pronunciamento na tarde desta terça-feira, no qual respondeu a críticas sobre a administração da Casa e sobre as decisões não publicadas, os atos secretos, que permitiram que parentes seus fossem contratados.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Veja os principais pontos do discurso de Sarney:

A crise do Senado não é minha, é do Senado. E essa instituição que devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa.

A instituição é maior que todos nós. Nós a recebemos assim e temos de transmiti-lá da mesma maneira, pois somos transitórios.

Não seria agora na minha idade que iria praticar qualquer ato menor que nunca pratiquei na minha vida. Aqui assisti muitos escândalos, muitos momentos de crise, mas em nenhum momento meu nome esteve envolvido.

Nunca tive meu nome associado às coisas que são faladas aqui dentro do Congresso. E essa é uma crise mundial, o que se fala aqui, se fala na Espanha, na Inglaterra e Argentina, em todos os lugares.

Estou aqui a quatro meses como presidente. O que nós praticamos? Exclusivamente buscar corrigir erros, tomar providências necessárias ao resgate do conceito da Casa, isso não se faz do dia para a noite, e nem é do meu estilo que o faça soltando fogos de artificio.

O primeiro problema foi o do diretor geral [Agaciel Maia]. Os jornais publicaram que ele tinha uma casa não declarada ao Imposto de Renda. Qual foi a providência imediata? Que o TCU examinasse, e em seguida, com a repercussão da imprensa, disse que o melhor era que Agaciel saísse do [cargo de diretor-geral] Senado.

Depois vem a notícia do diretor de recursos humanos [João Carlos Zoghbi], envolvido em firmas que agenciava empréstimos. Antes que eu soubesse disso, a minha segunda providencia, no terceiro ou quarto dia, foi determinar que os bancos só fizessem consignação a 1,5%, taxa da Caixa Econômica. Tinha banco cobrando 4,5%, extorquindo funcionário.

Abri pela Polícia do Senado um inquérito, pois isso era crime, não era assunto administrativo. À Polícia, que disseram que não ia fazer nada, foi recomendada a agir no rigor. Terminou seu inquérito num prazo rápido e indiciou o diretor de recursos humanos.

Fui eu que criei o SIAFI (Sistema de acompanhamento de gastos do governo). Sobre transparência ninguém pode me cobrar.

Sou presidente que sempre foi homem do diálogo. Não tomo providências pessoais, reúno a Mesa, discuto. [o 1° Secretário] Heráclito [Fortes (DEM-PI)] está permanentemente comigo. Foi ele que disse que havia restrições e dúvidas de atos que às vezes estavam na rede ou não. Eu disse, vamos apurar. Isso só está aí pois nós resolvemos apurar, colocar isso. Se não tivessemos feito essa determinação não existia. Ficava tudo como está.

Segunda-feira [a comissão de sindicância dos atos secretos] vai publicar o relatório que está pronto e se esclarece o problema que surgiu.

A comissão viu as irregularidades da entrada em rede ou não entrada em rede dos atos. Isso tudo relativo ao passado, não no nosso período, não tenho nada com isso.

Hoje todos os atos estão na rede, não existe ato nenhum que não esteja na rede. Ao contrário do ato secreto, ninguém toma posse sem sua nomeação publicada, isso não existe. Se alguém fez vamos punir e descobrir, para isso a comissão.

Querer colocar na costas de todos nós e principalmente eu, que dirijo a Mesa, a responsabilidade do que pode ter acontecido, não sei se aconteceu, é coisa que eu digo que é injusta, para não dizer que vou mais longe. Ora, quais os fatos que estou sendo acusado depois de 50 anos de vida pública. Porque eu indiquei ao Delcídio [Amaral (PT-MS)] pedindo que uma sobrinha da minha mulher fosse requisitada para o gabinete dele? Segundo lugar, que um neto meu foi nomeado para o gabinete do [Epitácio] Cafeteira (PTB-PI). Eu não pedi e até mesmo não sabia.

Eu não vim para administrar, para saber da despensa do Senado, o que tinha lá. Sou presidente do Senado para exercer função política.

Agora chegar e ficar nessa coisa que estamos vendo só tem uma finalidade, de enfraquecer instituições Legislativas. No dia que enfraquecesse o Senado, e muitos estão interessados nisso, elas passam a ser exercidas por outros, e não nós. São grupos econômicos, setores radiciais da midia.

Depois desse momento devemos pensar no Senado da República, é nele que estou pensando, é nele que vou pensar e vou continuar trabalhando, não tenho problema na consciência a não ser o de cumprir meu dever.

É injustiça do País julgar um homem como eu, com a vida publica que tenho, austera.

Todos nós somos responsáveis, pois aprovamos aqui os atos da Mesa, o Senado no seu conjunto aprovou os atos da Mesa, e nós todos devemos ver o que está errado e corrigir o que estiver errado.

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