Veja dicas para saber se o parque de diversão é seguro

Público deve ficar atento às condições dos brinquedos para evitar acidentes como o que matou uma jovem no fim de semana no Rio

iG São Paulo |

Para evitar acidentes como o ocorrido no último final de semana na zona oeste do Rio de Janeiro , a Associação das Empresas de Parques de Diversão do Brasil (Adibra), em conjunto com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lançou, em maio deste ano, uma cartilha com especificações técnicas de segurança para serem seguidas por parques de diversão em todo o Brasil.

Pedro Kirilos/ Agência O Globo
Carrinho se desprendeu em parque de diversões no Rio de Janeiro
Sem ser de carater obrigatório, as Normas Brasileiras para Parques de Diversões são uma orientação aos gestores de parques, mas também podem ser usadas pela população como orientação de segurança nesses estabelecimentos. O documento, com mais de 250 páginas, contempla normas sobre fabricação, operação, quesitos de segurança, restrições ergonômicas, restrições médicas e documentos de inspeções pelas quais um parque deve passar para poder operar.

Segundo o presidente da Adibra, Francisco Donatiello Neto, a intenção dessas normas é deixar os parques nacionais com “um nível de qualidade adequado ao seguimento, equiparando o Brasil aos padrões de outros países mais desenvolvidos nesse setor.”

Aos olhos do consumidor, as principais regras que podem ser facilmente observadas referem-se a informações escritas na entrada de cada equipamento informando condições e restrições de uso, boas condições de instalações elétricas, boas condições de área de circulação, bom acabamento de pintura, limpeza e atendimento adequado dos profissionais treinados.

De acordo com as normas, na entrada de cada atração, por exemplo, é necessário haver a informação da altura mínima e da máxima para se utilizar o equipamento. Além disso, saídas de emergência devem estar sempre desobstruídas e as plataformas precisam ser liberadas antes que o brinquedo comece a funcionar e quando partes do equipamento ou o todo se movimentarem, o acesso a estas áreas deve estar cercado

Veja abaixo algumas outras dicas que podem indicar se o parque é seguro:

Instruções ao público - Cartazes fixados em locais visíveis e avisos em linguagem adequada devem indicar de forma clara e simples quaisquer limitações (se existirem) sobre quem possa ser impedido de entrar no equipamento, como: altura mínima ou peso mínimo/máximo dos usuários; a proibição de objetos pontiagudos ou grandes (espetos, guarda-chuvas etc.), alimentos, bebidas ou animais; o perigo de echarpes, cabelos longos soltos e objetos que podem se soltar, como, por exemplo, celulares e óculos; assegurar a posição ideal do usuário (isto é, não se debruçar, estender braços ou pernas durante a operação); proibido fumar; a entrada de pessoas sob influência de álcool ou droga não será permitida; sentar, ajoelhar ou ficar em pé sobre cercas não é permitido; saltar para dentro ou fora do carro durante a operação não é permitido.

Redução de riscos -  Todas as superfícies de plataformas, passarelas, rampas e escadas acessíveis ao público devem ser antiderrapante, independentemente do clima. Não deve haver pontos para tropeçar, buracos que permitam a passagem de objetos esféricos com diâmetro maior do que 12 mm e lugares abertos ao público que resultem em esmagamento ou beliscões.

Escadas - As escadas e passarelas de entrada e saída do equipamento que são projetadas para um número limitado de usuários devem ter ao menos 0,60m de largura. A distância mínima entre pares de corrimãos ou entre estes e as quinas internas da escada devem ser de no máximo 1,20m ou de acordo com a largura mínima do tipo da escada. Nos lugares em que a escada tiver largura maior do que 0,90m deve haver corrimão em ambos os lados. O degrau deve ter uma profundidade mínima de 0,24m exceto para escadas espiraladas ou curvadas.

Plataformas - O número de pessoas permitidas nas plataformas de acesso e arquibancadas deve ser aquele indicado no manual de operação. Na ausência de rampas e escadas, a mudança de altura entre plataformas deve ficar entre 0,10m e 0,24m. Em caso de o equipamento poder ser utilizado por cadeirantes, as rampas devem estar adequadas a legislação vigente.

Cercas - As cercas devem ter no mínimo 1,0m de altura acima de qualquer posição em pé e devem ser construídas de modo a não permitir que adultos ou crianças consigam atravessá-las ou passar por baixo delas. Elas também devem ser feitas, onde estiverem servindo como proteção de perigos significantes, de modo que as pessoas não fiquem com a cabeça presa na cerca. Os elementos não podem ter quinas afiadas ou pontiagudas. Para equipamentos de diversão dedicados somente às crianças com menos de 1,3m a demarcação da zona pode ter uma altura reduzida para 0,85m, para ambos os tipos de cerca.

Recomendações aos contratantes

O documento ainda traz recomendações de documentos sugeridos para o poder público solicitar quando da instalação de parques fixos ou itinerantes.

- Requerimento (com período de instalação, período de funcionamento, local de instalação e etc);
- Memorial descritivo;
- Autorização do proprietário do imóvel para os devidos fins;
- Contrato social da empresa;
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
- permissão de funcionamento do parque emitida pelo Corpo de Bombeiros ou documento que o venha substituir emitido por profissional habilitado;
- Responsabilidade técnica pela instalação e funcionamento do parque ou documento que o venha substituir emitido por profissional habilitado

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