Veja como vivem e onde moram os estrangeiros no Brasil

A imigração no Brasil tem aumentado ano a ano. Até o ano 2000, mais pessoas saiam do que entravam no País. Agora, o número de quem entra e quem sai é o mesmo

iG São Paulo |

Nos últimos anos, o Brasil tem se tornado um destino cada vez mais atraente para pessoas de todas as partes do mundo. Elas vêm por causa do crescimento econômico, da tolerância étnica e religiosa e também, claro, pelo jeito como se vive por aqui e pelas paisagens que podem ser apreciadas simplesmente colocando o pé para fora de casa, como é o caso do Rio de Janeiro.

Comparando os seis primeiros meses de 2010 e o mesmo período de 2011, o número de autorizações concedidos pelo Ministério do Trabalho para estrangeiros trabalharem no País cresceu 19%. Hoje, 1,5 milhão de pessoas nascidas em outras partes do mundo moram no Brasil. Esse número é maior do que a população de Porto Alegre e o equivalente a 0,8% da população total do Brasil.

Além disso, até meados da década de 2000, segundo estudo do governo dos EUA com vários países do mundo, o Brasil era um grande exportador de gente. Agora, o País atingiu o equilíbrio: o número de pessoas que entram e que saem é o mesmo. E a tendência, para os próximos anos, é que o saldo seja, pela primeira vez em décadas, positivo: haverá mais pessoas entrando do que saindo.

Leia, nos links abaixo, as histórias de algumas pessoas, por que elas resolveram vir ao Brasil e como estão de adaptando:

Arquivo pessoal
A engenheira francesa Souraya Sbeih, de 25 anos: "Nunca me senti tão rapidamente em casa como em São Paulo"
São Paulo: 'Os amigos ficaram com inveja quando consegui trabalho no Brasil'

A engenheira francesa Souraya Sbeih, de 25 anos, provocou uma onda de “inveja boa” entre seus amigos quando anunciou, no começo deste ano, que tinha conseguido uma vaga na Alstom. Em parte, por ser uma das maiores empresas do País e uma das maiores do mundo em infraestrutura e transporte. Mas o que pesou mesmo na admiração dos colegas foi o lugar: em vez de Paris, São Paulo.

Meus amigos e minha família ficaram com muita inveja. Todo mudo achou muito legal eu ter uma oferta de trabalho no Brasil”, conta ela. “Todos queriam saber como é que eu fiz para conseguir. Para todas as vagas em São Paulo para as quais eu me candidatei havia muita concorrência.”

Flávia Salme/iG
O americano Eric Scott sobre a vida no Rio: "Feijoada não tem nada demais. Mas a caipirinha..."
Rio: 'Vivo onde o resto do mundo tira férias'

“Quando vier ao Rio, use bermuda e camiseta para tudo, em qualquer lugar. Menos para almoçar no Cipriani”, recomendou Eric Scott a seu pai que saiu de Nova York (EUA) para visitá-lo no Brasil há alguns meses, referindo-se ao estrelado restaurante do Hotel Copacabana Palace.

Há pouco mais de dois anos na cidade, Eric, um nova-iorquino de 54 anos, louro, com cara e bochechas rosadas de gringo, já incorporou o jeitinho carioca. “Até aprendi a ser mais agressivo no trânsito”, diverte-se ao relatar sua rotina na cidade.

Dos 26.500 estrangeiros autorizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego a trabalhar no Brasil neste ano, 11.300 foram parar no Rio de Janeiro. A cidade lidera, por dois anos consecutivos, a lista de destino desses trabalhadores.

Arquivo pessoal
Daniela Christina Schwarzenegger e o namorado: ela não sabia nem apontar o Ceará no mapa
Ceará: Brasil me tornou uma pessoa melhor, diz austríaca

Daniela Schwarzenegger, de 34 anos, trocou a pequena Muerzzuschlag, na Áustria, por Parajuru, um distrito do município de Beberibe, distante 120 quilômetros de Fortaleza.

Com apenas 6 mil habitante,  é um paraíso do kitsurf - um esporte praticado na água com uma pequena prancha e uma "pipa" (um paraquedas em arco) que puxa o praticante e o faz deslizar e fazer manobras no ar e na água -, com ventos fortes e constantes, mar tranquilo e quente.

Em 2006, Daniela, deixou as montanhas  para dar aulas de inglês, alemão e técnicas de hotelaria na praia do litoral cearense da qual nunca tinha ouvido falar

Wilson Lima/iG
Valery Pereux, padeiro francês que reformou um casarão em São Luís: "Adoro a simplicidade"
Maranhão : Em cenário de abandono, estrangeiros reformam casarões de São Luís

A capital do Maranhão, São Luís, tem um histórico de abandono de casarões em seu centro histórico. Vários deles estão caindo aos pedaços, inclusive o do presidente do Senado, José Sarney. Hoje, existem pelo menos 40 em risco de desabamento. Mas muitos estrangeiros que chegam e se encantam por São Luís enxergam, em um prédio abandonado, oportunidade de lucro, bons negócios e preservação da história e da arquitetura da cidade.

Os números são imprecisos, mas estima-se que pelo menos 20 estrangeiros reformaram casarões com algum tipo de risco de desabamento e os transformaram em hotéis e restaurantes.

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