Veja como os senadores votaram na sessão que arquivou as denúncias contra Sarney

BRASÍLIA - O Conselho de Ética do Senado votou, na quarta-feira, pelo arquivamento de seis denúncias e cinco representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Após a votação, Sarney disse ter ficado satisfeito com a decisão, que deve por fim à crise no Senado, que começou quando assumiu a presidência no início de 2009.

Redação |

Com isso, o clima político também volta ao normal no Senado. "Acho que todos ficamos satisfeitos com a votação porque ultrapassamos uma fase", afirmou Sarney.

Veja como e porque votaram os senadores:

Pelo arquivamento das denúncias

Agência Brasil
Wellington Salgado (PMDB-MG)

Meu voto foi como eu avaliei que deveria ser. A crise não vai acabar, mas este capítulo acabou. Estamos aguardando o próximo. Aqui é como um ex-viciado, um dia a cada dia. Se aparecerem outras denúncias [contra Sarney], vamos verificar, afirmou Salgado.

Agência Brasil
Almeida Lima (PMDB-SE)

"Todos os fatos individualmente foram devidamente explicados pelo presidente [do Senado], José Sarney. Nenhum deles se constitui em quebra de decoro parlamentar. Não se justifica abertura de nenhum processo. Por si só, os fatos explicam que não houve quebra de decoro".

Agência Brasil

Gilvan Borges (PMDB-AP)

"Fiquei convencido das explicações dadas pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Eu segui orientação partidária, mas individualmente, fiquei convencido da inocência do senador. Eu entendo que a crise política do Senado não é crise de uma pessoa só".

Agência Brasil

Inácio Arruda (PCdoB-CE)

Não podemos transformar uma batalha política em questão moral e ética. Isso é inadequado. O Conselho [de Ética do Senado] não serve para isso. Não se pode usar qualquer denúncia pueril como arma nessa batalha política que está em curso no País. Por isso, considero que a postura do presidente [do colegiado, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ)] foi correta, disse Arruda.

Agência Brasil

Gim Argello (PTB-DF)

Não fazia sentido o desarquivamento das acusações. Temos que lutar juntos para melhorar a imagem do Senado. Não adianta nada ficar esse embate entre PSDB e PMDB. Temos que lutar juntos. Achei que o caminho era aquele, justificou Argello.

Romeu Tuma (PTB-SP)

Agência Brasil
Delcídio Amaral (PT-M)

Nós nos sentimos desamparados hoje. O PT é maior que isto porque é uma instituição. Fiquei constrangido, mas sou um homem de partido. Ser governo não é só ficar no bem bom, tem que mastigar o osso, afirmou.

Delcídio argumentou ainda que o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, se comprometeu em ler na sessão do Conselho de Ética uma nota assinada pelo presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e não leu.  Ele deveria ter lido a nota como foi combinado [na reunião desta quinta de manhã], mas na hora, não leu, pediu a palavra e nos deixou desamparados. Ele não fez o que foi combinado com a direção do partido, rebateu.

Agência Brasil

João Pedro (PT-AM)

Disse por meio da assessoria que não ia se pronunciar sobre a votação no Conselho de Ética. A votação foi aquilo mesmo. Eu votei conforme a orientação do partido.

Ideli Salvatti (PT-SC)

Pela continuidade das investigações

Agência Brasil
Demóstenes Torres (DEM-GO)

As denúncias eram muito graves e precisavam ser abertas para investigação. Se não faz, sepulta o Conselho de Ética, enquanto a Casa tem um instrumento para até cassar um parlamentar e ficou desprezado [o Conselho de Ética], em segundo plano. Mas, vamos recorrer. O documento, conforme o artigo 254 do regimento, pede 10 assinaturas e uma delas é minha, garantiu.  

Agência Brasil
Eliseu Resende (DEM-MG)

O meu voto foi uma posição partidária. O resultado não interessa. O importante é que a posição partidária obteve resultado, afirmou. Questionado se ele, pessoalmente, apreciou o resultado, por ser amigo do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), disparou: uma coisa é amizade, outra coisa é seguir a orientação partidária. Creio que o recurso é incabível, acrescentou. 

Jefferson Praia (PDT-AM)

"O meu voto foi contra o arquivamento [das acusações contra Sarney]. Já assinei o documento de recurso por entender que devemos ter esclarecimentos. Em relação ao Arthur Virgílio, votei pelo arquivamento. Ele errou e procurou corrigi-lo. Se ele não tivesse ido, eu teria votado contra. Ele assumiu os erros. Não podemos aceitar que prevaleça a mentira. Ah, eu desconheço. Eu nunca vi. Temos que lutar pela verdade. A população quer. Nós queremos", defendeu Praia. Se houve [acordão], não chegou aos meus ouvidos.

Agência Brasil
Marisa Serrano (PSDB-MS)

Eu votei contra o arquivamento e acho que o Conselho de Ética não pode ser uma instância partidária. Se votarem aquilo que eles chamam de ética, o que importa é que se discuta a ética. Essa é a função, ir de acordo com isso até o fim, argumentou.

Não existe acordão. Virgílio foi ao plenário, fez a sua defesa, ficou até o fim e justificou cada item. Se o PMDB votou nele, era para nos constranger (o partido PSDB), acrescentou.

Rosalba Ciarlini (DEM-RN)

Agência Brasil
Sérgio Guerra (PSDB-PE)

"O meu voto foi um exercício de inutilidade, não tem Conselho de Ética quando um presidente do partido define o que três membros devem votar. É uma coisa partidária. O resultado? O que poderia produzir senão o que produziu, disse. "Vou me decidir na terça-feira com a bancada como vamos proceder em relação aos recursos", afirmou.

Leia também:

Leia mais sobre: crise no Senado

    Leia tudo sobre: denúnciasptsarneysenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG