Veja as frases mais polêmicas ditas pelo deputado Clodovil Hernandes

Na tarde desta terça-feira, foi confirmada a morte do deputado e estilista Clodovil Hernandes, de 71 anos, que teve a carreira marcada por discursos ousados e frases polêmicas. Logo em sua primeira participação na Câmara dos Deputados, em 6 de fevereiro de 2007, Clodovil acusou o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), de mal-educado: ¿É um mal-educado. Me pôs fora daqui antes que eu me despedisse. Me pediu voto para ser presidente e me tratou mal, afirmou.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |

O primeiro discurso do parlamentar foi repleto de frases ácidas. Diante do barulho no plenário, questionou o significado do decoro parlamentar. "Não sei o que é decoro com um barulho desses. Parece um mercado. Isso aqui é a casa do povo. Nem na TV, que é popular, se faz isso".

Na Casa, sem perder o seu estilo próprio, ele pediu empenho aos deputados federais: "Vamos deixar a preguiça de lado, arregaçar as mangas, de preferência com elegância, é claro, e trabalhar de verdade, com a verdade do País, para o povo". Ao término do seu discurso ele reclamou da falta de aplausos: Não houve aplausos. Acho o plenário mal-educado".

Veja outras frases que marcaram a carreira do deputado:

Não gastei nada na minha campanha. Essas campanhas milionárias são sempre suspeitas. Eu fiz com o meu coração, mas antes disso trabalhei 40 anos. (após ser absolvido pelo TSE da acusação de infidelidade partidária, em 12/03/09)

Só vou sossegar no dia em que eu mudar Brasília mesmo, porque Brasília tem que brilhar, porque, se a capital não brilha, o país não brilha. (Em discurso de 04/11/08)

Peço desculpas às mulheres. Elas sabem, pois me conhecem há anos - e não somente agora na figura de deputado federal - que sou assim, que às vezes me empolgo e falo demais, mas que isso não significa, em momento algum, desprezo ou desrespeito pelas mulheres que, num país como o nosso cheio de injustiças, representam papel de extrema relevância. (Carta pública, de 15/05/07, em que pede desculpas às mulheres por tê-las chamado de ordinárias)

Quando afirmei que as mulheres se avacalharam, me referia às mulheres bonitas, que, sendo bonitas, podiam se prostituir. E que ela [Cida Diogo] não deveria se preocupar, porque não era o caso dela. Eu tenho culpa se ela é feia?. (Em resposta a deputada petista Cida Diogo que reagiu a sua declaração de que as mulheres ficaram vulgares, em 9/05/07)

As mulheres ficaram muito ordinárias, ficaram vulgares, cheias de silicone e, hoje em dia, trabalham deitadas e descansam em pé. (No Palácio do Planalto, após reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em 19/04/07)

Quero ser o melhor representante do povo que me elegeu, servindo de peso e medida nas disputas e conveniências políticas e pessoais. (Primeiro discurso na Câmara dos Deputados, em 6/2/07)

Tudo que me mandarem eu faço. Em curral alheio, boi é vaca". (Cerimônia de diplomação, em 19/12/06)

Se você não votou em mim, não pode me cobrar nada. Eu vou fazer do jeito que eu sei. Eu não sou político de profissão. (Frente à insistência de repórteres em saber como ele irá transformar Brasília, durante reunião de deputados eleitos e empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 06/11/06)

Já sei que vou ser assediado o tempo inteiro em Brasília, porque as pessoas pensam que eu sou um idiota, que vou lá fazer frescura na Câmara. Não. Viver é um ato político. (Criticando a imprensa durante a reunião de deputados eleitos e empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 06/11/06)

Eu não vou me meter a fazer leis, porque não sei fazer isso. Eu sei avaliar se ela é boa ou ruim. Mas isso não é a minha proposta. Minha proposta é transformar o poder numa coisa boa e útil para todos nós. (Reunião de deputados eleitos e empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 06/11/06)

Evidente que foi (armado) pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano?. (Em entrevista à Rádio Tupi, em 30/10/06)

Fala para ele que na próxima eleição, quando me candidatar de novo, vou fazer o possível para ter menos votos para ele não implicar comigo. Se eu pudesse, dava meus votos para ele não ficar tão triste, mas não posso fazer isso. (Em resposta ao tucano Walter Feldman, que o chamou de inconseqüente, em 31/10/06, após a entrevista à Rádio Tupi)

Vim aprender o caminho da escola para saber se volto com bolsa Louis Vitton ou com um saquinho da Casa da Banha. (Visita ao Congresso Nacional, em 10/10/06)

Temperaram o chuchuzinho. Ficou ótimo. (Ao comentar um debate do então candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, em 10/10/06. O tucano recebeu o apelido de "picolé de chuchu do colunista José Simão)

Não tenho medo de ninguém. Sou feito cachorrinho. Passa a mão nas minhas costas que eu já abano o rabo. (Visita ao Congresso Nacional, em 10/10/06)

R$ 30 mil é tão pouco. Se ainda fossem uns US$ 30 milhões... Por R$ 30 mil vender um país, você está louco. Cada um pesa o dinheiro na sua balança. E a minha precisa de muito. (Ao explicar o sentido de ter falado que todo homem tem seu preço, após ser questionado se aceitaria dinheiro para votar de acordo com o governo, em 03/10/06)

Se o Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor-de-rosa choque. O vencedor nessa campanha não foi o Maluf, nem o Russomano. Fui eu. (Em entrevista a jornalistas após ser eleito, em 03/10/06)

Da fruta que eu gosto o Leonardo di Caprio come até o caroço. Falo isso porque boi preto conhece boi preto (Em entrevista a Amaury Júnior, dizendo que o casamento do ator americano com Gisele Bündchen não saiu porque ele é gay, em fevereiro de 2006)

Aposto que essa vereadora é uma macaca de tailleur metida a besta. (criticando a vereadora Claudete Alves (PT) em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, em 2004)

Tem que vender disco na rua (...) Ele vai fazer o quê? Ele vai fazer o que todo crioulo faz no Brasil? Vai virar ladrão, bandido ou o quê?. (Durante o programa "A Casa é Sua", da RedeTV!, de 17/03/04, em que comenta as reclamações do cantor Agnaldo Timóteo (PP) quanto à presença de fiscais municipais no centro de São Paulo)


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