Vegetarianismo - Boxes

Vegetarianismo - Boxes Por Equipe AE Boxe 1: OVOLACTOVEGETARIANO - A maior parte dos vegetarianos se enquadra nessa categoria. Inclui ovos e derivados de leite, o que diminui o risco de a pessoa vir a ter deficiência de proteína e cálcio.

Agência Estado |

Há também o grupo dos lactovegetarianos, que admitem o consumo de derivados de leite, mas não incluem ovos na dieta. Já dentro da linha do ovovegetarianismo, o consumo de ovos é considerado permitido pelos adeptos.

FRUGÍVOROS - No frugivorismo, é permitido comer só frutas, nozes e alguns legumes. Há uma preocupação em não matar as plantas, consumindo só o que elas podem repor facilmente: os frutos. Existem ainda os simpatizantes do crudivorismo. Neste caso, nenhum dos alimentos, principalmente os brotos, são cozidos acima de 40ºC, ponto a partir do qual as enzimas dos vegetais começariam a ser destruídas.

VEGETARIANISMO RESTRITO - Não comem alimentos de origem animal em nome da saúde. Entre eles há os veganos, os mais radicais. Rejeitam carne, ovo, derivados de leite e produtos que imponham algum sacrifício ao animal: de mel a blusas lã - e até extratos à base de gordura animal presentes em certos cosméticos. Mais que dieta, veganismo é um estilo de vida. Alguns sequer vão ao cinema pois a película contém gelatina.

MACROBIÓTICA - Baseia-se na filosofia chinesa das forças complementares: yin e yang. O ‘yin’ é a força feminina e representa a tranqüilidade. O ‘yang’ é o lado masculino, a agressividade. Juntas, formam um todo equilibrado. Açúcar, chá, álcool, café e leite são alimentos ‘yin’. Entre os ‘yang’ estão queijos duros, peixe, ovos. Há alimentos com equilíbrio entre as forças: cereais integrais, frutas, sementes e legumes.

Boxe 2:
VEGETARIANISMO - 3 tipos de motivações

Há benefícios para a saúde, como menor ingestão de gordura . No lado espiritual, a carne é vista como alimento impregnado de agressividade e dor, sentimentos que contaminariam a energia humana

Compaixão pelo animal é o argumento ético. Antes do abate, o boi é castrado e fica quase três meses sem andar para engordar. No mercado clandestino, muitos morrem a pauladas

O impacto ambiental do comércio de carne justifica a opção sob a ótica ecológica . A ONU estima que os gases envolvidos na produção de carne respondam por 18% das emissões de gases do ‘efeito estufa’. Novos pastos, a custa de desmatamento, também são criticados.

Boxe 3:
VERMELHO VERSUS VERDE

VERMELHO
Cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Daniel Magnoni confirma que a dieta vegetariana reduz a exposição a doenças cardiovasculares e diabete, mas alerta: "Carnes fornecem ferro, zinco e selênio em maior quantidade", diz. Segundo ele, "dependendo do conhecimento científico do vegetariano, há grande risco de anemia e desnutrição." Doutora em ciência dos alimentos pela USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação, Silvia Cozzolino não indica a dieta para crianças. "A carne é essencial no crescimento. A criança com genética para medir 1m80 pode estacionar no 1m65, por exemplo. Além disso, o sistema imune fica mais vulnerável na falta de zinco. Para quem exclui leite, vale saber que ele é a melhor fonte de cálcio. Em adultos vegetarianos, fizemos estudos sobre níveis de zinco e ferro. Metade das mulheres mostraram carência nesses minerais. Por outro lado, sabemos que o churrasco libera substâncias cancerígenas. O bom é comer carne com moderação ."

VERDE
Coordenador do departamento de medicina da Sociedade Vegetariana Brasileira, Eric Slywitch garante que o único nutriente que pede atenção na falta de carne é a vitamina B12. "A falta dela existirá em toda dieta desequilibrada, com ou sem carne", diz. Em compensação, os benefícios proporcionados pelos vegetais, segundo ele, compensam o cuidado com a B12. "O vegetariano tem diminuído em 88% o risco de câncer de intestino grosso e em 54% no caso do câncer de próstata", afirma. Sobre a crítica contra a carência de ferro , Slywitch acredita haver exageros. "A carne tem cerca de 40% de ferro-eme, que é melhor absorvido pelo corpo, mas ela perde muito dele em seu congelamento e preparo. O ferro não-eme, de vegetais como feijão, é de absorção mais difícil, mas isso pode melhorar com boas combinações. Se o ferro for ingerido com vitamina C, há mais absorção; se for com chá preto há menos", ensina. Mais dicas constam no livro dele: ‘Como combinar alimentação sem carne’, de 2006.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG