SÃO PAULO - Uma pesquisa realizada no ano passado em 2,5 milhões de casas nos municípios paulistas indica que os principais vilões no combate à dengue no Estado são os vasos e plantas. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, 28,9% das larvas coletadas que deram positivo para Aedes aegypti (mosquito transmissor da doença) estavam em vasos, pratos ou outros tipos de recipientes associados a uma planta para ornamentação.

Na capital e Grande São Paulo, contudo, o resultado aponta que as caixas d'água, com 44,2% do total de recipientes positivos, foram os locais que apresentaram maiores problemas no controle das larvas. A pesquisa foi feita em parceria pela secretaria e pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

Ainda segundo o estudo, os recipientes fixos dos imóveis, como calhas, lajes, ralos e fontes, representaram 8,9% dos locais com registro de larvas de Aedes aegypti , e os pneus, 6%. Já os bebedouros de animais responderam por 5,5% do total, e os recipientes naturais, como bromélias e ocos de árvores, por 2,4%.

A secretaria anunciou ainda que realizará em novembro um mutirão de varredura e limpeza em todo o Estado, em parceria com os municípios. A intenção é remover os criadouros do mosquito. O trabalho marcará a Semana Estadual de Combate à Dengue, preparando o Estado para o período de calor e de chuvas.

De janeiro a setembro deste ano houve em São Paulo 7.125 casos de dengue autóctones (com transmissão local), uma queda de 92,1% em relação aos 90.286 casos da doença registrados no mesmo período de 2007, segundo dados da secretaria.

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