BRASÍLIA - A varredura feita na manhã desta sexta-feira pela segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete da presidência não identificou a existência de grampos telefônicos ou escutas ambientais. O procedimento da varredura, de acordo com a assessoria do STF, é corriqueiro, mas passará a ser feito com mais freqüência.

  • Defesa de Dantas recorre ao STF para anular prisão
  • Naji Nahas e Celso Pitta estão soltos
  • Daniel Dantas é preso novamente pela Polícia Federal
  • Entenda a operação Satiagraha da Polícia Federal
  • Saiba quem são os investigados na Operação Satiagraha
  • Saiba quem são Naji Nahas, Daniel Dantas e Celso Pitta
  • José Paulo Kupfer: Entre a falcatrua e o bom negócio
  • Ricardo Kotscho: Polícia prende, Justiça solta, antecipam leitores 
  • Agência Brasil
    Gilmar mendes ordenou a varredura
    Gilmar Mendes ordenou a varredura
    A varredura foi determinada pelo presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, depois de uma desembargadora de São Paulo haver lhe relatado que haveria gravações de conversas suas com assessores, supostamente ordenadas pelo juiz Fausto De Sanctis, que determinou todas as prisões da Polícia Federal na operação Satiagraha.

    O presidente do STF telefonou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e relatou a suposta existência dos grampos. Genro negou. No fim da tarde desta quinta-feira, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, foi ao gabinete de Gilmar Mendes e negou que ele estivesse sendo monitorado.

    Outro lado

    Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, o juiz Fausto de Sanctis diz que "sempre acatou as determinações advindas das instâncias superiores como, aliás, era de se esperar".

    Na nota, o juiz ainda declara que conversou com o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz, e afirma que não ordenou e nem foi feita pela PF nenhuma escuta telefônica no Supremo Tribunal Federal ou do ministro Gilmar Mendes.

    "Convocada, nesta data, a autoridade policial Protógenes Queiroz, esta afirmou perante este magistrado não ser verdadeira a afirmação de ter monitorado a presidência do STF, sendo que todos os dados trazidos ao juízo, originam-se apenas de monitoramento (telemático e telefônico) dos investigados, com a devida autorização judicial".

    Segundo ele, a notícia divulgada tem, apenas, a intenção de desqualificá-lo como juiz federal.

    "A informação veiculada, totalmente inverídica, somente serviu para, mais uma vez, tentar desqualificar as ações da Justiça Federal, notadamente, deste magistrado, que tenta cumprir sua função pública de maneira equilibrada, ponderada e pautada pelos princípios norteadores do legítimo Estado de Direito", afirma. ( Leia a nota na íntegra )

      Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.