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Vargas Llosa diz que é obrigação moral ajudar Cuba a recuperar liberdade

Madri, 7 jul (EFE).- O escritor peruano Mario Vargas Llosa disse hoje que os cidadãos dos países democráticos têm a obrigação moral de ajudar os cubanos a recuperarem a liberdade, que só é valorizada quando se perde.

EFE |

Vargas Llosa atuou como moderador no Diálogo "Cultura e Liberdade" do 5º Fórum Atlântico, organizado pela Fundação Ibero-América Europa (FIE), no qual discursaram os escritores cubanos dissidentes Rafael Rojas, Zoé Valdés e Raúl Rivero, o cineasta Orlando Jiménez Leal e a jornalista espanhola Rosa Montero.

O romancista peruano teve que exercer seu papel de moderador para contestar uma cidadã cubana que criticava os participantes do fórum por "criticar a Cuba" e não propor nenhuma iniciativa.

Segundo Vargas Llosa, só em uma sociedade livre é possível comprovar "a diferença extraordinária que é viver sem medo da delação, da vigilância policial ou de viajar livremente ao estrangeiro".

Por isso, "não é possível dar as costas para os cubanos que não têm liberdade".

Já Zoe Valdés afirmou que o Governo cubano trocou a estratégia dos "ataques diretos" aos artistas dissidentes no exílio por uma "mais sutil", na qual cubanos a favor do Governo "se instalam no exterior e se dedicam a criticar os opositores, os artistas, os poetas ou os presos na Ilha".

A escritora também se referiu à "pobreza moral" que há em Cuba, "uma miséria" que não viu sequer nas favelas que visitou no Brasil, na Colômbia, na Venezuela ou no Haiti.

Já Rafael Rojas atribuiu o "respaldo acrítico" de alguns setores ao Governo cubano "à eficaz difusão de fantasia sobre o passado e o presente da Revolução".

Do lado de fora do evento, os pró-castristas pediam liberdade para cinco espiões cubanos presos nos Estados Unidos e a permissão para que recebam visitas de suas esposas. EFE jnr/rb/plc

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