Varejo sobe em junho mas tem pior semestre desde 2004

Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro subiram mais que o esperado em junho, mas o dado de maio foi revisto para baixo e o primeiro semestre registrou o menor crescimento em seis meses desde 2004.

Reuters |

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira que o crescimento em junho sobre maio foi de 1,7 por cento, com ajuste sazonal. Na comparação com junho de 2008, houve expansão de 5,6 por cento.

Economistas consultados pela Reuters previam um crescimento mês a mês de 1,2 por cento e uma alta de 5,7 por cento ante junho de 2008.

A gradual retomada do crédito, após o período mais turbulento da crise global, já começa a se refletir nas vendas do comércio brasileiro, segundo o IBGE. Os setores dependentes de financiamentos deram sinais de recuperação em junho.

Em junho, o segmento de móveis e eletrodomésticos aumentou as vendas em 3,3 por cento, após leve expansão de 0,7 por cento em maio frente a abril. No setor de veículos e motos houve crescimento de 11,1 por cento.

"O crédito está voltando paulatinamente e os dados de Serasa e Banco Central confirmam essa tendência", disse a jornalistas Reinaldo Pereira, economista do IBGE.

No confronto com junho de 2008, o segmento de móveis e eletrodomésticos ainda apresentou queda de 1 por cento, mas a perda foi menor que a observada em maio e abril (de 6,1 e 9,9 por cento, respectivamente).

"A sensação do mercado é que estamos saindo da crise e que o pior já passou. Não podemos esquecer que houve medidas de incentivo do governo a esses setores com redução do IPI", acrescentou Pereira.

Outros setores ligados à demanda interna, em especial o de supermercados, também foram determinantes para a expansão do comércio em junho.

SEMESTRE FRACO, MAS TENDÊNCIA POSITIVA

No primeiro semestre, as vendas do setor avançaram 4,4 por cento. Foi o resultado mais baixo da série histórica a partir do ano de 2004.

No primeiro trimestre, as vendas avançaram 3,7 por cento ante mesmo período de 2008 e, no segundo trimestre, cresceram 5,2 por cento.

"O movimento trimestral mostra uma tendência de recuperação e melhora do comércio", disse Pereira

O dado de maio foi revisado para alta de 0,4 por cento ante abril, abaixo da divulgação preliminar de avanço de 0,8 por cento.

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