Varejo mostra-se mais fraco que o esperado em abril

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro declinaram pelo segundo mês seguido em abril, ficando um pouco piores que o esperado pelo mercado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. As vendas caíram 0,2 por cento sobre março e subiram 6,9 por cento na comparação com abril de 2008. A taxa anual foi estimulada pelo fato de a Páscoa ter ocorrido em abril neste ano enquanto em 2008 aconteceu em março.

Reuters |

Economistas consultados pela Reuters previam um declínio mês a mês de 0,1 por cento e uma alta de 7,2 por cento.

O IBGE acrescentou que o dado de março foi revisto de alta preliminar de 0,3 por cento sobre fevereiro para queda de 0,5 por cento.

Em abril sobre março, apenas duas das oito atividades do varejo tiveram aumento das vendas: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+0,8 por cento) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+8,9 por cento)

Os resultados negativos mais significativos foram de Combustíveis e lubrificantes (-0,8 por cento), Tecidos, vestuário e calçados (-1,7 por cento) e Móveis eletrodomésticos (-2 por cento).

Em relação a abril de 2008, metade das 10 atividades registraram aumento das vendas.

Os destaques foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+14,1 por cento) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+13,8 por cento).

No ano, as vendas no varejo brasileiro acumulam expansão de 4,5 por cento.

O IBGE informou que a receita nominal do varejo subiu 0,2 por cento em abril sobre março e 13 por cento na comparação anual.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Texto de Vanessa Stelzer)

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