Vale e Petrobras farão parceria para exploração de bloco no ES

Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras e a Vale vão unir forças para explorar hidrocarbonetos, em especial gás, na costa norte do Espírito Santo, informou uma fonte ligada ao negócio que pediu para não ser identificada.

Reuters |

"A Vale precisa de gás e não sabe explorar, nada mais natural que essa parceria. É uma parceria normal, como a Petrobras sempre faz", disse a fonte, dizendo não ter detalhes pormenorizados da operação.

A Petrobras enviou nota à imprensa nesta quarta-feira informando que receberá jornalistas em sua sede, no Rio, na manhã de quinta-feira, para anunciar uma parceria com a Vale. Os presidentes das duas empresas estarão presentes. Não foi informado qualquer detalhe do negócio.

Na opinião da fonte, no entanto, a parceria não deverá ser dividida em partes iguais, já que o negócio da Vale não é produção e a tendência é de que a Petrobras seja majoritária.

"Na quinta-feira as duas empresas vão assinar um memorando de entendimentos para iniciar a exploração conjunta", disse a fonte.

Uma segunda fonte do setor de petróleo e gás informou que existe a possibilidade de que a parceria evolua para a compra de participações pela Vale em blocos de petróleo e gás operados pela Petrobras.

A Vale participou em 2007, pela primeira vez, do leilão de blocos de petróleo e gás natural do governo brasileiro e adquiriu direitos de exploração sobre blocos nas bacias de Santos, Pará-Maranhão e Parnaíba.

Além desses blocos, o portfólio comporta ainda participações adquiridas de outras empresas do setor nas bacias de Santos e Espírito Santo em movimentos posteriores. No final de 2008, o portfólio da Vale incluía participações em 15 blocos.

Em novembro do ano pssado, a Vale comprou a Petroleum Geoscience Technology Ltda-PGT, empresa especializada em exploração e produção de petróleo e gás, que passou a se chamar Vale Exploração e Produção de Gás Natural.

A primeira descoberta feita por um consórcio integrado pela empresa ocorreu em maio, na bacia de Santos, no qual a companhia tem fatia de 12,5 por cento, a Petrobras 35 por cento, a Repsol (operadora) 40 por cento, e a Woodside 12,5 por cento.

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