Algumas aldeias do interior do Amazonas só devem receber a vacina contra a Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, nos próximos dez dias. Hoje começamos na zona urbana dos municípios que concentram a maior parte da população indígena, mas há lugares onde os técnicos em saúde só conseguem chegar nas próximas duas semanas, explicou o coordenador da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) no Estado, Bernardino Albuquerque.

Cerca de cem mil doses da vacina seguiram para os seis municípios do Alto Solimões e do Rio Negro, que concentram 45% da população indígena do Amazonas. Mas, segundo a coordenação da FVS, menos de 40% do total de indígenas mora nas zonas urbanas. "Contamos até com a ajuda do Exército para, com helicópteros, chegar nos lugares mais distantes", disse Albuquerque.

Outro fator a ser considerado é o fato de vários indígenas, por questões culturais, não aceitarem a vacina. "Nossos técnicos têm treino para o convencimento, mas não podemos obrigar ninguém." A previsão é que a meta de vacinação de mais de 400 mil indígenas no Amazonas seja atingida até o fim da campanha, em 21 de maio.

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