Vacinação é a melhor prevenção contra caxumba

Dores musculares, de cabeça, ao mastigar ou engolir, febre, falta de apetite, fadiga e inchaço uni ou bilateral das glândulas salivares (geralmente as parótidas) e às vezes sublinguais ou submandibulares. Estes são os sintomas da caxumba, ou parotidite, doença que acomete crianças e adultos não vacinados, especialmente durante o inverno e a primavera.

Agência Estado |

A melhor forma de prevenir a caxumba é vacinar as crianças com Tríplice Viral (sarampo/rubéola/caxumba) entre os 15 e 18 meses de idade.

A transmissão dessa doença viral, segundo Orlando Gomes da Conceição, médico infectologista das unidades Itaim e Anália Franco do Hospital São Luiz, da capital paulista, ocorre através de gotículas de saliva, pela via respiratória e tosse. "O período de incubação é de duas a três semanas após o contato com a pessoa infectada", diz o especialista.

Na seqüência surgem os sintomas. No entanto, a caxumba não tem tratamento. É o próprio organismo que se encarrega de resolver a infecção. Para aliviar os sintomas, a pessoa deve tomar analgésicos, antitérmicos e fazer uma alimentação mais pastosa e fria, para evitar a dor. Paralelo a esses procedimentos é recomendável que o doente faça repouso. "Isso evita que o vírus migre para outros regiões do corpo. Mas também não significa que o repouso vai impedir que isso aconteça", avisa Orlando.

Algumas complicações são a orquite (inflamação dos testículos), a meningite (inflamação das membranas), a pancreatite (inflamação do pâncreas, que ocorre mais raramente) e a ooforite (inflamação dos ovários). No entanto, se nenhum desses males ocorrer, após dez dias o indivíduo pode retomar suas atividades normalmente.

Tríplice Viral - Segundo o site www.medicinal.com.br, as contra-indicações ao uso da vacina tríplice viral são o uso recente de imunoglobulinas ou transfusão sanguínea nos últimos três meses. Ela também não é recomendada para pacientes com imunodeficiência (leucemia, linfoma), uso de corticosteróides e gravidez. Portadores do vírus HIV que já apresentam os sintomas, mas que não estejam imunocomprometidos, devem ser vacinados.

Adriana Bifulco

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