Vacina contra dengue deve ser testada em 2009, dizem pesquisadores

A Universidade de São Paulo e o Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, apresentaram ontem durante a 60° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os avanços no desenvolvimento de vacinas contra a dengue. Segundo a pesquisadora Elena Caride Campos, da Fiocruz, a expectativa é que os primeiros testes clínicos do modelo de vacina desenvolvido pela Fiocruz sejam realizados já no próximo ano.

Agência Estado |

No modelo de pesquisa utilizado pela USP, com uma forma atenuada do vírus da dengue, os pesquisadores já alcançaram 100% de imunologia com os vírus 1 e 2 da doença. Ainda não há resposta efetiva para os tipos 3 e 4, de acordo com informações da SBPC.

A Fiocruz trabalha com a tecnologia de clones infecciosos a partir da vacina da febre amarela. A técnica combina moléculas de DNA de ambos os vírus, substituindo a capa do vírus da febre amarela pelo da dengue. O sistema imunológico reconhece a proteína do vírus e produz os anticorpos para a defesa do organismo. No entanto, são dois os problemas encontrados pelos pesquisadores para o desenvolvimento da vacina: ela precisa conter os quatro tipos de vírus da dengue, DEN 1, 2, 3 e 4, e o homem é o único hospedeiro do vírus. Não há um modelo animal que replique a dengue.

Elena e o professor Expedito Luna, do Instituto de Medicina Tropical da USP, mostraram que há sete tipos de vacinas em andamento no mundo. A multinacional Sanofi Pasteur, que já está realizando testes com seres humanos, conseguiu 100% de imunologia para a doença, a partir da aplicação de três doses da vacina. No caso da USP, a pesquisa está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantã, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, o Hospital Johns Hopkins e a Universidade de Berkeley.

AE

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