USP: 150 mil vivem expostos a campo magnético que prejudica a saúde

Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) estima que mais de 150 mil moradores da cidade de São Paulo estão expostos a campos magnéticos gerados por linhas de transmissão aérea de energia elétrica em níveis que podem provocar riscos à saúde humana. Segundo informações da universidade, o estudo aponta ainda que as regiões de maior exposição apresentam baixos níveis de escolaridade e renda entre os moradores.

Agência Estado |

O geógrafo Mateus Habermann avaliou a prevalência de exposição aos campos magnéticos de igual ou superior a 0,3 microtesla, nível apontado na literatura científica como de risco estatisticamente significante de leucemia infantil, diz o pesquisador. Em outra pesquisa da FMUSP, comparou-se a distância da residência de pessoas que faleceram de leucemia, câncer no cérebro e neoplasias do sistema nervoso central em relação às linhas de transmissão e, segundo relata o pesquisador, os resultados mostraram que o risco de leucemia entre pessoas com mais de 40 anos é maior em áreas situadas a 50 metros das linhas de transmissão.

AE

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG