Universitária é presa suspeita de forjar o próprio sequestro no Distrito Federal

BRASÍLIA - A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na madrugada de terça-feira, uma estudante universitária de 18 anos suspeita de ter forjado o próprio sequestro para conseguir R$ 8 mil da mãe. Ela foi detida em uma pousada, na Asa Norte.

Redação |

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Polícia divulga mensagens de ameaças enviadas
Segundo a polícia, a jovem, que está no primeiro semestre do curso de Direito, saiu de casa por volta das 7h de segunda-feira como se fosse à faculdade. Já às 7h40, a mãe recebeu a primeira ligação da suposta sequestradora da filha.

A ligação foi feita do celular da menina e ela mesma conversou com a mãe dizendo que seria morta caso não fosse pago os R$ 8 mil. Na gravação, disponibilizada pela polícia civil, a mãe desesperada pede diversas vezes para conversar com os sequestardores. Deixa eu falar com essa pessoa, deixa eu falar. Você sabe que eu não tenho esse dinheiro, filha. Eu tô aqui no banco, tentando fazer empréstimo, diz.

A estudante reluta em passar a ligação e a mãe continua insistindo. Tenha mais um pouco de paciência, vou conseguir esse dinheiro. Não fica com medo, tá? Vai dar tudo certo. Deixa eu falar com essa pessoa, deixa, pede.

Neste momento, segundo a polícia, a jovem teria distorcido a própria voz para se passar pela sequestradora. A mãe implora para que nada seja feito à filha. Eu sou manicure, não tenho dinheiro (...). Não faça nada de mal com minha filha, não.

A jovem, com uma voz grave, estipula um prazo para o pagamento do resgate. Você tem até o início da manhã para conseguir o dinheiro, diz. Amanhã de manhã que horas? Pelo amor de Deus, tenha paciência, pede de novo a mãe.

Até uma hora da tarde, diz secamente a suposta sequestradora e, em seguida, interrompe a ligação.

Além de ligações, a mãe da garota recebeu ainda uma mensagem mandada pelo número de celular da filha, com ameaças. O tempo está passando e você não vai ver a sua filha. Eu quero o dinheiro. Ela vai morrer, dizia o texto.

O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e as investigações ficaram a cargo da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) da Polícia Civil. Conforme a polícia, a universitária confessou o crime e alegou que fez isso para ver se a mãe realmente gostava dela.

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