Unificação de banco de dados deve aumentar número de escutas telefônicas, prevê PF

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Correa disse nesta terça-feira, 15, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas que investigações com base em escutas telefônicas devem aumentar a partir do momento em que compartilhamento do banco de dados de várias instituições entrarem em funcionamento.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

O compartilhamento faz parte de um convênio assinado nesta segunda-feira pela PF. Além de permitir o acesso ao banco de dados da Receita Federal, da Controladoria Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU) e de outras instituições, o convênio prevê a unificação do banco de dados das polícias brasileiras.

Ao todo, são 16 bancos de dados. Isso vai criar maior autonomia para as polícias nos estados, o que vai se concretizar com ações efetivas. Temos é que ter controle e regramento [no uso das escutas], emendou Correa, que não vê como banalização a grande quantidade de interceptações feitas no Brasil. Segundo dados levantamento pela CPI com base nas informações das empresas telefônicas, foram cerca de 407 mil interceptações no ano passado. De acordo com Luiz Fernando Correa, entre 2003 e 2007, só a PF fez 48 mil.

O diretor-geral admitiu que a PF tem equipamento para interceptar qualquer informação telefônica sem necessitar  de autorização legal ou permissão das empresas telefônicas. Porém, ele defendeu que o procedimento só é usado em casos específicos, como seqüestro.

Leia mais sobre: escutas telefônicas


    Leia tudo sobre: escutas telefônicas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG