Celulite é uma questão tão complexa - e séria para mulheres - que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) planeja um estudo direcionado sobre o assunto para 2009. Até agora não há uma pesquisa científica para comprovar que algum tratamento é capaz de exterminar a celulite, diz a dermatologista Karin Ferreira, envolvida no projeto.

Entre mitos e promessas milagrosas, o que sobressai nos tratamentos contra a celulite é o aspecto multifatorial do problema. Além de tratar o tecido afetado, é preciso exercitar-se e ter uma alimentação saudável para obter bons resultados. "Fatores externos, como uso de pílula anticoncepcional e ganho de peso, também interferem", diz o endocrinologista Wilmar Accursio, coordenador do Centro de Estudos de Pós-Graduação da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

"Quem tem celulite deve saber que a doença é crônica, incurável, como hipertensão e diabete, mas é possível melhorar o quadro. O tratamento será para sempre", avisa Accursio. No entanto, se não é possível curar a celulite há, segundo o médico, formas cada vez mais potentes de impedir o seu agravamento. "Nada que for por via oral funciona. O que traz melhora é a mesoterapia, os aparelhos de radiofreqüência e o ultra-som, além da drenagem linfática", indica.

As pernas

Coxas à mostra não faltarão no verão, já que o vestido curtinho é uma das tendências da estação. Será que há tempo para conquistar pernas à la Sabrina Sato? "Eu a vi no aeroporto com uma saia bem curta, realmente não dava para notar a celulite", comenta Accursio. A apresentadora de tevê jura que os furinhos na pele acompanham qualquer silhueta feminina. "Toda mulher tem celulite, é hormônio", diz.

Sabrina está convencida do poder da drenagem. "Retenção de líquidos piora a celulite e a drenagem linfática desincha o corpo", diz ela. Accursio lembra que o sucesso dessa e de outras técnicas varia muito entre as mulheres. "A melhora fica entre 30% e 80%. Os cremes contra celulite também ajudam, mas desde que sejam receitados pelo médico. Isso não vale para os produtos de mercado", alerta.

Giuliana Reginatto

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