A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou hoje mudanças em seu vestibular, que valerão para o exame que será realizado no ano que vem. A prova terá 48 questões em forma de teste na primeira fase e três pequenas redações, uma carta, uma narrativa e uma dissertação, algo inovador em exames no País.

Já na segunda fase, segundo anunciou a Unicamp em sua página na internet, os candidatos responderão a 24 questões dissertativas em cada um dos três dias de avaliação. A aprovação pela Câmara Deliberativa do Vestibular, ocorrida ontem, foi unânime.

De acordo com informações da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) na página da universidade, desde 2005 a mudança do vestibular vinha sendo discutida. Um dos principais objetivos da revisão foi "a necessidade de promover a atualização acadêmica e programática". Segundo a Comvest, havia a necessidade de adequar a prova às novas orientações da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que reestruturou a educação básica. Como consequência, foram definidas três grandes áreas do conhecimento, assim divididas: Linguagem e Códigos, Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Artes.

Em relação à adoção de questões de múltipla escolha, o órgão argumenta que, graças à ampliação do número de perguntas, será possível uma maior abordagem dos temas das três grandes áreas do conhecimento, "o que certamente permitirá uma avaliação mais aprofundada das competências dos vestibulandos". A nova prova terá cinco horas, uma a mais do que hoje.

A Comvest destacou ainda que as disciplinas passarão a ter peso diferente no vestibular do ano que vem na nota final, desconsiderado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e as provas prioritárias. Por exemplo, o peso da redação passará de 10% para 12,5%, assim como Língua Portuguesa e Literatura. Já Matemática subirá de 11,7% para 15,6%. O resultado do Enem continuará sendo usado da mesma forma como ocorre atualmente - 20% na primeira fase. As informações são do site da Unicamp.

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