Unicamp: 56,5% dos menores de 18 anos tomam remédio sem orientação

Crianças e adolescentes também fazem parte da turma dos adeptos da automedicação em São Paulo. Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, realizada com 776 famílias, identificou que 56,6% dos menores de 18 anos têm o hábito de tomar remédio sem orientação especializada.

Agência Estado |

Em mais da metade dos casos (51%) é a mãe que ocupa o papel de "doutor" e oferece os medicamentos aleatórios e nem sempre adequados aos filhos.

"Nenhuma mãe consegue ficar com o filho doente, sabendo das dificuldades em conseguir consulta, especialmente no sistema público, sem tomar uma providência", afirma a autora do estudo Francis Tourinho. "Mas essa ânsia de ajudar os pequenos pode levar a ingestão errônea de medicamentos."

Febre, dor de cabeça, cólica e resfriados são os sintomas que mais motivam a automedicação na infância , apontou a pesquisa. O alerta é que entre os tipos de produtos farmacêuticos mais utilizados na "consulta doméstica" estão os antibióticos e antiinflamatórios, fármacos que precisam de receita médica. A pesquisadora também apurou que, em 15,3% dos casos, são utilizadas prescrições antigas, realizadas para outras doenças. A faixa etária que mais aparece na automedicação é entre 7 e 14 anos (35,9%).

Outro ponto destacado na pesquisa da Unicamp é que 20% das casas tinham farmácias caseiras, formada por sobras de remédios. "Um perigo, especialmente agora no período de férias escolares", fala Thaís Gava, psicóloga da ONG Criança Segura. "Manter os medicamentos ao alcance dos pequenos é abrir espaço para os acidentes por intoxicação. É preciso cuidado." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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