UNE defende no Planalto controle na emissão de carteiras estudantis

BRASÍLIA ¿ A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, pediu nesta quinta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fim da proliferação de falsas carteiras estudantis a fim de resolver a política de meia-entrada que limita a concessão do benefício a 40% do total dos ingressos disponíveis para cada evento. No início da semana a Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou o projeto de lei de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que regulamenta a concessão da meia-entrada para estudantes.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico Pra a gente resolver o problema da meia-entrada que é um problema dos estudantes, nós precisamos atacar o problema da proliferação das falsas carteiras estudantis no mercado nacional. Para um projeto de Lei ser editado ele precisa responder a este problema; precisa criar uma carteira única, padronizada em nível nacional e distribuída à partir de um Conselho Nacional de Fiscalização. Dessa forma nós conseguiremos resolver o problema de meia-entrada. Não aceitaremos a limitação do nosso direito, disse Lúcia. Ela enfatizou que a proliferação de carteiras de estudantes falsas se deu a partir de edição da MP 2208/01, que autoriza qualquer entidade estudantil a confeccionar sua própria carteirinha.

Segundo Lúcia, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que também estava presente na reunião afirmou que os produtores culturais na podem arcar com a meia-entrada sozinho, mas para ela, a retirada de carteiras falsas do mercado criará uma limitação natural do número de meia-entrada que será utilizada.

Durante a reunião, Lúcia pediu ainda ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, maior financiamento para o Sistema Único de Saúde (SUS), a aprovação da Emenda Constitucional 29, a legalização do aborto no Brasil e a descriminalização das drogas para que o assunto seja tratado como um viés da saúde pública e não como um viés da criminalização. Ao ministro da Educação, Fernando Haddad, a UNE reivindicou a garantia de mais verbas para a educação e exigiram uma imediata medida que barre o processo de desnacionalização das universidades.

Demissão de Meirelles

A UNE insistiu ainda na demissão imediata do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ontem, durante um evento com movimento sociais no Palácio do Planalto, Lúcia pediu a demissão imediata de Meirelles para que seja alterada a política econômica comandada.

Para enfrentar a crise de maneira positiva é necessário que se amplie o investimentos públicos em saúde, cultura e educação. É necessário que se amplie os investimentos da população brasileira, porque não pode ser o povo, a juventude e os estudantes que paguem o preço da crise. Reivindicamos mais uma vez a mudança da política macroeconômica, porque com esta política de juros altos e superávit primário nós não teremos como fazer este maior investimento para os serviços sociais, então nós ressaltamos a nossa posição e exigência de imediata demissão do presidente do Banco Central, acrescentou Stumpf.

Segundo ela, o presidente Lula não se manifestou à respeito do pedido dos estudantes e reafirmou as políticas econômicas que o País vem adotando, principalmente, no combate a crise financeira mundial.

Caravana UNE

O presidente Lula pediu a presidente da Lúcia que leve a Caravana da UNE até Santa Catarina para ajudar as vítimas das enchentes. Stumpf garantiu que irá atender a população daquela região. Nós estamos avaliando a possibilidade de fazer com que esta caravana chegue até o local levando debates e serviços de saúde para esta população que necessita do nosso apoio, ressaltou.

Na estrada desde o dia 12 de agosto, a Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura Caravana rodou todos os Estados do País e percorreu 27,5 mil km, passando por mais de 30 universidades. O objetivo desta parceria da UNE, com o Ministério da Saúde, foi difundir e discutir em todos os Estados do Brasil temas de saúde, ligados à juventude brasileira.

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