Uma pessoa segue internada após Parada Gay em São Paulo

SÃO PAULO - Uma pessoa segue internada em estado grave na Santa Casa de São Paulo após ser agredida durante a Parada Gay, realizada no último domingo, na Avenida Paulista.

Redação com Agência Estado |

De acordo com informações da assessoria do hospital, Marcelo Campos Barros, de 35 anos, sofreu traumatismo craniano e encontra-se em estado grave. Ele passou por cirurgia na madrugada de segunda-feira e não há previsão de alta.

AE
Parada Gay em São Paulo teve brigas e furtos

Outras três pessoas também foram encaminhadas à Santa Casa após serem agredidas ou passarem mal durante o evento. Daniel Oliveira, de 35 anos, foi internado com ferimentos pelo corpo, mas recebeu alta ainda na manhã de segunda-feira.

Outro que já deixou o hospital foi Adriano Aparecido Souza Cordeiro, de 27 anos, que também chegou com ferimentos.

O jovem Mauricio Pereira Silva, de 17 anos, sofreu politraumatismo, e estava em estado estável até a tarde de ontem. Na manhã desta terça-feira, a assessoria confirmou que ele recebeu alta dos médicos neurologista e oftalmologista. No entanto, não soube confirmar se ele já deixou o local.

Explosão de bomba

A escrivã chefe do 3º DP da capital, de Campos Eliseos, informou que foi instaurado um inquérito para apurar a responsabilidade sobre a explosão de uma bomba no Largo do Arouche, no centro da cidade.

Segundo testemunhas, o artefato foi jogado, por volta das 21h de domingo, de cima de um prédio localizado na esquina da Rua Vitória com a Vieira de Carvalho. A bomba explodiu junto a um grupo que comemorava a realização da Parada Gay.

Houve tumulto e correria e pelo menos 20 pessoas foram atingidas por estilhaços de vidros. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) socorreram as vítimas para cinco hospitais da região. Elas tiveram ferimentos leves e todas já receberam alta.

A rua do incidente fica entre a Praça da República e o Largo do Arouche, local onde muitas pessoas ainda estavam reunidas após o término do evento. A rua é conhecida por concentrar diversos bares gays.

Segundo a polícia, a bomba foi encaminhada ao Instituto de Criminalística (IC) para ser periciada, mas ainda não há previsão para a divulgação dos laudos. No entanto, a hipótese mais provável é de se tratar de uma bomba de fabricação caseira, já que foram recolhidos cacos de vidros e um cano plástico de PVC.

A polícia ainda não sabe o que motivou o ataque, mas considera que tenha sido um ato de homofobia. As testemunhas do caso serão chamadas para depor. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Parada Gay é marcada por violência; assista:

Leia mais sobre: Parada Gay

Leia também

    Leia tudo sobre: parada gay

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG